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	<title>REDE ACI &#187; Colunas</title>
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	<description>O Portal da Causa Imperial na Internet</description>
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		<title>Bibi Ferreira: dona do palco, da história e da canção</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Feb 2013 00:41:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea Carvalho Stark</dc:creator>
				<category><![CDATA[O FOLHETINISTA]]></category>
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		<category><![CDATA[historias e canções]]></category>
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		<category><![CDATA[teatro brasileiro]]></category>

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		<description><![CDATA[por Andrea Carvalho Stark A Bibi canta Piaf. Quando a Bibi fez “Gota D´água” um futuro ator gaúcho de 14 anos desbravou a cidade sozinho para assisti-la. A Bibi confessa no Teatro Carlos Gomes que tem alergia a teatro. A plateia ri, provocada pela contradição. “Não é gripe, é alergia”, já respondendo a indagação silenciosa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em><strong>por <a href="http://andreacarvalhostark.blogspot.com" target="_blank">Andrea Carvalho Stark</a></strong></em></p>
<p>A Bibi canta Piaf. Quando a Bibi fez “Gota D´água” um futuro ator gaúcho de 14 anos desbravou a cidade sozinho para assisti-la. A Bibi confessa no Teatro Carlos Gomes que tem alergia a teatro. A plateia ri, provocada pela contradição. “Não é gripe, é alergia”, já respondendo a indagação silenciosa do público quando no escuro do  palco a  artista recorre a diversos lenços de papel, entre uma canção e outra. A Bibi escuta todos os silêncios de seu público. Quando tinha 9 anos, a Bibi  teve sua matrícula no Sion negada porque era filha de atores, filha de Procópio Ferreira. A Bibi lamenta o desaparecimento do samba de breque e a ausência da música de Noel Rosa no repertório dos novos cantores. As notas longas da Bibi são incríveis, uma força da natureza, percebe um músico do meu lado. A Bibi, apesar de uns pigarros alérgicos, não desafina. Não ouvimos o som da sua respiração enquanto canta. A Bibi não recebeu ninguém depois do espetáculo. Nem os jovens de um projeto social que foram assisti-la.  A Bibi desafia a arte e a história e tudo que julgamos que uma pessoa pode fazer da sua vida aos 90 anos. A canção a acolhe. A Bibi entra no palco depois da orquestra fazer o instrumental do refrão “quem sabe eu ainda sou uma garotinha, esperando o ônibus da escola sozinha”, da música de Cassia Eller. São tantas as Bibis que se reinventam e se inventam, e isso é uma verdade, não um clichê.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2375" class="wp-caption aligncenter" style="width: 275px"><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2013/02/Bibi_Ferreira-capa-rzsd.jpg" rel="lightbox"><img class=" wp-image-2375  " title="Bibi_Ferreira capa rzsd" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2013/02/Bibi_Ferreira-capa-rzsd.jpg" alt="" width="265" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Bibi Ferreira interpretando &#8220;La vie en rose&#8221; no espetáculo &#8220;Histórias e canções&#8221;. Crédito: Studio Prime.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Clichês não cabem, em nenhum momento, quando se trata de Bibi Ferreira. Tudo nela, a palavra,  se torna novo e imenso. Nem ela se dá conta. Nem pode. Caso contrário, deixaria de ser imenso. Seria o caos do ego, tão comum hoje, dias de muitas celebridades e poucos artistas.</p>
<p>Bibi Ferreira é uma atriz. A cantora tem a atriz, agrega e a afirma em cada nota. Uma voz bem colocada, uma voz profunda e trabalhada. Um cuidado. Bibi entra no palco reclamando das mulheres que falam demais. O público é seu confidente. Se Bibi sabe o que é uma quarta justa  na partitura, não importa. Bibi sabe o que fazer com isso. Faz personagem da voz. O corpo segue. As mãos. O decote. Os braços nus sobem em La vie en rose como se tocassem o homem amado.  Cada música, um texto. Cada texto, a força de dar vida a uma linguagem.  Interpreta.</p>
<p>Bibi Ferreira nasceu Abigail Izquierdo Ferreira,  quatro meses depois da Semana de Arte Moderna, junho de 1922, no registro está o dia 10 de junho.  Filha de Aída Izquierdo, uma bailarina argentina, e  de um dos grandes atores do país: Procópio Ferreira.  Na história do teatro brasileiro, Procópio é considerado o ator que mais lançou autores nacionais, e contam que em 62 anos de carreira, ele fez mais de 500 personagens em 427 peças.</p>
<div id="attachment_2366" class="wp-caption alignright" style="width: 274px"><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2013/02/estreia-bibi-com-foto-pai.jpg" rel="lightbox"><img class="size-full wp-image-2366" title="estreia bibi  com foto pai" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2013/02/estreia-bibi-com-foto-pai.jpg" alt="" width="264" height="342" /></a><p class="wp-caption-text">Notícia no jornal A Noite em 28 de fevereiro de 1941, sobre Bibi na Companhia de seu pai, Procópio Ferreira.</p></div>
<p>Ator do circo-teatro ao teatro de revista,fazendo tragédias também, mas de uma expressão e comunicação absolutamente populares que marcou a atividade teatral do começo do século XX. Essa forma de comunicação direta conquistando a plateia nos primeiros segundos de um espetáculo, parece ser um talento que sua primogênita herdou, além da diversificação de produções e da enorme semelhança física também. Bibi é parecidíssima com o seu pai.</p>
<p>Com menos de um mês de idade, já estava no palco. Mas a estreia profissional foi  em 1941, como a Mirandolina de Goldoni, na companhia de seu pai Procópio.  Anos depois, já tinha sua própria companhia, Cacilda Becker, Maria Della Costa e Henriette Morineau estavam com ela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2379" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2013/02/bibi-e-atores-corte-rezds.jpg" rel="lightbox"><img class="size-medium wp-image-2379" title="bibi e atores corte rezds" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2013/02/bibi-e-atores-corte-rezds-300x273.jpg" alt="" width="300" height="273" /></a><p class="wp-caption-text">Bibi Ferreira comemorando aniversário com Italo Rossi, Sergio Britto e sua mãe, assim encontramos na nota que acompanha a foto de Renato Pedrosa no Jornal das Moças, em julho de 1960.</p></div>
<p>Nos anos de 1960, fez musicais americanos aqui, no gogó, no “metal da voz”, como disse, ou seja, sem microfone:  “Minha Querida Dama” (My fair lady)  com  Paulo Autran; “Alô, Dolly” (Hello Dolly). Fez televisão também. Na Excelsior, programa ao vivo, entrevistava.</p>
<div id="attachment_2364" class="wp-caption alignleft" style="width: 263px"><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2013/02/Bibi-em-A-Gota.jpg" rel="lightbox"><img class=" wp-image-2364 " title="Bibi em A Gota" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2013/02/Bibi-em-A-Gota.jpg" alt="" width="253" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Bibi em &#8220;A gota d´água&#8221;</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dirigiu Maria Bethania e Clara Nunes em “Brasileiro: profissão esperança”, musical com roteiro e texto de Paulo Pontes e com histórias e canções de Antonio Maria e Dolores Duran. Também dirigiu “Deus lhe pague”,clássico de nossa dramaturgia de autoria de Joracy Camargo,  com Marilia Pera, Marcos Nanini, Walmor Chagas.  Em “Gota D´água” foi a nossa Medeia de Chico Buarque e Paulo Pontes, o “maior musical brasileiro”, revela no palco do Carlos Gomes em meio a suas histórias de canções.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os anos seguem e Bibi não para. Na década de 1980 está cantando, dirigindo e  atuando. Faz “Piaf – a vida de uma estrela na canção”. Espetáculo premiado, com carreira longa. Depois faz a série “Bibi in concert”, 1 e 2, comemora 50 anos de carreira nos anos 1990. Dirige a “Carmen” de Bizet. O novo século surge e Bibi canta Amália Rodrigues e  é homenageada pela escola de samba carioca Viradouro. Volta ao teatro dramático, como atriz, em “Às favas com os escrúpulos”, de Juca de Oliveira, dirigida por Jô Soares.</p>
<p>Em 2012, inaugura com “Bibi – Histórias e Canções” o outrora chamado Teatro Tereza Rachel, no Rio de Janeiro. Leva o mesmo espetáculo ao Teatro Carlos Gomes em janeiro de 2013, e em abril vai pro Lincoln Center em Nova Iorque.  Acompanhada no palco por uma orquestra de 21 músicos, sob a regência e direção musical de Flavio Mendes, com quem dialoga contando as histórias. E o seu empresário “pão”, assim ela disse, que lhe acompanha em um dueto no final.</p>
<p>O  Brasil não tem memória, mas quanta memória tem o Brasil. Muitos não conhecem Bibi Ferreira e a sua carreira, atuação sempre ativa nas nossas produções, aqui nesse texto somente brevemente rascunhada,  em quase todos os gêneros, teatro e música principalmente.  Nada mais revelador da história de uma arte qualquer do que seguir os passos de seus artistas. Entretanto, o mais importante é o presente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2013/02/Bibi_Ferreira_4-rsz.jpg" rel="lightbox"><img class="aligncenter  wp-image-2376" title="Bibi_Ferreira_4 rsz" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2013/02/Bibi_Ferreira_4-rsz-1024x748.jpg" alt="" width="450" height="329" /></a></p>
<p style="text-align: left;">O público quer mais, aplaude de pé, e com fé de que a arte motive transformações, e de que ela volte ao palco para um bis. Aos gritos de “linda” e “abençoada”, Bibi responde:  “a beleza está nos olhos de quem vê”.  Não importa, o bravo é uníssono.</p>
<p>Bibi é a dama de nossa cena e melodia. É mesmo uma garotinha de seus 13 ou 14 anos. E isso não é uma contradição irônica nem um clichê.</p>
<p>Bravissima, Bibi. Fez nossa vie en rose por uma noite.<br />
Talvez mesmo para sempre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>BIBI FERREIRA &#8211; HISTÓRIAS E CANÇÕES</strong> </em><br />
<em>Direção : João Falcão  </em></p>
<p><em>Direção musical e regência: Flavio Mendes</em></p>
<p><em>Criação do espetáculo, redação de texto e seleção do roteiro: Bibi Ferreira, Flávio Mendes e Nilson Raman</em></p>
<p><em>Orquestra: piano (Itamar Assiere), baixo (Zé Luiz Maia), bateria (Jamir Torres), sax alto e clarinete (Dirceu Leite), sax alto e tenor( Fernando Trocado), sax tenor e flauta em dó (Alexandre Caldi), flauta em sol, dó e flautim(David Ganc), trompete (Aquiles Moraes), trompete (Nailson Simões), trombones (Jonas Corrêa e Everson Moraes), trompa (Waleska Beltrami), violinos (Ricardo Amado, Gabriela Queiroz, Tais Soares, Ladislau Brun, Daniel Albuquerque, Thiago Teixeira), violoncelos (Diana Lacerda, Ronildo Alves).</em><br />
<em></em></p>
<p><em>Produção Executiva:  Cleusa Amaral  (Montenegro e Raman)</em></p>
<p><em><strong>PS:</strong></em>  O espetáculo BIBI FERREIRA &#8211; HISTÒRIAS E CANÇÕES estava em cartaz no Teatro Carlos Gomes (RJ), desde o dia  15 de janeiro de 2013, em temporada que iria até o dia 27 de fevereiro, se não fosse a inclusão do teatro na lista de espaços culturais  interditados pelo Estado do Rio de Janeiro no surto de responsabilidade do governo pela segurança do público, deflagrado depois da tragédia na cidade de Santa Maria (RS) .<br />
</p>
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		<title>Presidencialismo, Parlamentarismo, Monarquia</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Nov 2012 15:21:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Anthony</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Política Imperial]]></category>

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		<description><![CDATA[Anos após a escolha da República Presidencialista para ser nosso sistema e forma de governo respectivamente, muitas dúvidas ainda permeiam a mente de vários brasileiros. Longe de pretender ser um ‘tratado” sobre as formas e sistemas de governo, abaixo elenco algumas definições que poderão ajudar  o leitor a diferenciar cada um dos sistemas e formas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Anos após a escolha da República Presidencialista para ser nosso sistema e forma de governo respectivamente, muitas dúvidas ainda permeiam a mente de vários brasileiros.</p>
<p>Longe de pretender ser um ‘tratado” sobre as formas e sistemas de governo, abaixo elenco algumas definições que poderão ajudar  o leitor a diferenciar cada um dos sistemas e formas de governo.</p>
<p>O governo é  uma autoridade governante de uma  unidade política, tendo assim o poder de regrar uma sociedade politicamente.</p>
<p>Para que a unidade política governante seja de fato reconhecida dentro do Estado democrático de Direito é necessário acima de qualquer coisa que esta mesma autoridade seja Legal e Legítima.</p>
<p>Legal, pois atende completamente aos requisitos da lei que vigora no período em que se governa,  e Legítima quando o povo através do voto e da  manifestação geral aprova em maioria larga os atos daquele  corpo governante.</p>
<p>O governo é ordinariamente utilizado como símbolo de instância máxima de uma determinada administração executiva, normalmente relacionada com a liderança de um Estado.</p>
<p>A forma do governo pode ser:<br />
<strong><br />
República ou Monarquia;</strong></p>
<p>E o sistema de governo pode ser:</p>
<p><strong> Parlamentarismo, Presidencialismo, Constitucionalismo ou Absolutismo.</strong></p>
<p>Há também na doutrina de linha minoritária alguns doutrinadores que consideram uma forma de governo intitulada Anarquismo. Contudo, como no Anarquismo há a falta de governo ou de outra autoridade capaz de manter o equilíbrio da estrutura política, social, econômica  não se pode afirmar categoricamente que  tal conceito  é verídico.</p>
<p>Segundo Celso Bastos em seu livro “Teoria Geral do Estado e Ciência Política”:</p>
<p>“ Onde há anarquia não há sociedade.”</p>
<p>Sistema de governo <strong>não </strong>deve ser confundido com a forma de governo, pois este termo diz respeito ao modo como se relacionam os poderes.</p>
<p><strong>PRESIDENCIALISMO</strong></p>
<p>O presidencialismo é um sistema de governo em que o líder do poder executivo é escolhido pelo povo para mandatos já definidos em lei constitucional acumulando a função de chefe de Estado e chefe de Governo.</p>
<p>O presidente é o chefe de Estado, e é ele que escolhe os chefes dos Ministérios. O Legislativo, o Judiciário e o Executivo são independentes entre si e funcionam em harmonia, tendo, desta maneira, como base doutrinária a teoria política de separação e controle recíproco dos poderes, de Montesquieu, que escreveu: &#8220;O poder deve limitar o poder.&#8221;</p>
<p>Neste sistema, o presidente não se subordina ao Parlamento nem pode nele interferir. Entre suas atribuições estão a de liderar a vida política da nação, representar o país interna e externamente, comandar as forças armadas, firmar tratados, encaminhar projetos de lei ao Congresso, responder pela administração e pelas decisões nos setores do executivo e escolher os ministros de estado.<br />
<strong><br />
PARLAMENTARISMO</strong></p>
<p>O Parlamentarismo é um sistema de governo em que o Parlamento, que é o Poder Legislativo, oferece apoio direito ou indireto para o poder executivo. Assim, o poder executivo necessita do poder do parlamento para ser formado e para governar.</p>
<p>No parlamentarismo, o poder executivo é, normalmente, exercido por um primeiro-ministro, chamado de Chanceler ou Premier.</p>
<p>O sistema parlamentarista tem uma importante vantagem sobre o sistema presidencialista, porque o parlamentarismo é mais flexível. O primeiro-ministro pode ser trocado com certa rapidez e o parlamento pode ser destituído. No caso do presidencialismo, o presidente, na maioria dos casos, cumpre seu mandato até o fim, mesmo havendo crises políticas.</p>
<p><strong>MONARQUIA</strong></p>
<p>Monarquia é uma forma de governo em que um cidadão governa como chefe de Estado, de maneira vitalícia ou até sua abdicação, sendo o poder supremo exercido por este monarca.</p>
<p>A monarquia Absoluta foi muito comum nos países da Europa durante a Idade Média e Moderna, porém este sistema de governo entrou em declínio vindo a ser substituído pelo Constitucionalismo Monárquico.</p>
<p>Numa monarquia parlamentarista, o monarca exerce a chefia de Estado, os poderes são em grande parte  apenas protocolares e todas suas funções de moderador político são determinados pelos atos do parlamento (grã-bretanha) ou pela  Constituição, onde tem como função resolver impasses políticos, proteger a Constituição e os súditos de projetos de leis que contradizem as leis vigentes ou não fazia parte dos planos de governos defendidos em campanhas eleitorais.</p>
<p>A chefia de governo é exercida por um primeiro-ministro eleito que logo após é investido cerimonialmente pelo monarca ( no caso do sistema vigente na Grã-Bretanha), ou  no caso de grande parte dos  países monárquicos o primeiro ministro é nomeado pelo monarca e é aprovado pelos parlamentares após a apresentação do seu gabinete ministerial e do seu plano de governo, podendo ser derrubado pelo Parlamento por meio de uma moção de censura.<a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/02/2701222056_722157a14c.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1210" title="2701222056_722157a14c" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/02/2701222056_722157a14c.jpg" alt="" width="500" height="349" /></a></p>
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		<title>Editorial da Causa Imperial &#8211; 15 de Novembro de 2012.</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Nov 2012 13:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>causaimperial</dc:creator>
				<category><![CDATA[ACI]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Família Imperial]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Monarquia]]></category>
		<category><![CDATA[Política Imperial]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>

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		<description><![CDATA[EDITORIAL DA CAUSA IMPERIAL Hoje, a 123 Anos atrás o Brasil, em plena madrugada, meia dúzia de traidores com meia dúzia de baderneiros e um Marechal de Exército com sua masculinidade ferida, trocaram uma Dinastia Honesta e íntegra, por uma república de caudilhos e ladrões! Em 67 anos de Império Brasileiro, esta Terra soube mostrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>EDITORIAL DA CAUSA IMPERIAL</p>
<p>Hoje, a 123 Anos atrás o Brasil, em plena madrugada, meia dúzia de traidores com meia dúzia de baderneiros e um Marechal de Exército com sua masculinidade ferida, trocaram uma Dinastia Honesta e íntegra, por uma república de caudilhos e ladrões!</p>
<p>Em 67 anos de Império Brasileiro, esta Terra soube mostrar não só pelos seus Soberanos mas também pelos seus agentes na Política Imperial, e pelo povo de então, a verdadeira capacidade de se fundar um País com bases sólidas e invejáveis. E criou nesta porção de terra austral o que veio a ser o 11º Império da História da Humanidade. Este Império oriundo do Império Português, que acabou em 1999. Teve a magnífica sorte de não se fragmentar em minúsculas quando não, títeres, repúblicas sul-americanas, como foi a corrosão e a dissolução do Império Espanhol o restante da Sul América.</p>
<p>Dom João VI, foi o Fundador do Brasil Moderno, sua visão de Estadista, junto com muitos políticos de renome do então Reino do Brasil, como o Visconde de Cairu, Bonifácio entre outros, foram essenciais para a formação da identidade brasileira como Nação.  Esta mudança de condição de mera colónia distante, fez nascer no nosso seio a esperança de no futuro esta grande e próspera Nação viesse ser o &#8220;Príncipe Regente&#8221;, das demais Nações Latino-Americanas. Sua presença no Brasil foi essencial.</p>
<p>Dom Pedro I, embora tivesse muito despreparo pessoal, em nenhum momento se demonstrou a ser indigno do Cargo que ocupava. Muito pelo contrário, muito do seu esforço pessoal está presente até hoje na delimitação de nosso patrimônio cultural e territorial. Embora parecesse bruto ou desajeitado, esse grande homem, de um coração enorme para os que conheciam de perto, nos deixou um imenso território, uma Constituição, um País e um herdeiro.</p>
<p>A Imperatriz Dona Leopoldina, com sua sensibilidade e educação, apoiou de maneira incontestável todo o processo de emancipação da Lusitânia Casa paterna. E foi de fato a primeira mulher na América a se tornar governante. E governante de um recém nascido Império.</p>
<p>A coroação dessa história Imperial, desemboca na incrível pessoa de Dom Pedro II. Ele com seu profundo amor e patriotismo coroou o apogeu do que veio a ser o Império Brasileiro. Durante 49 anos de seu longo e próspero reinado, Dom Pedro II, junto com homens públicos altamente gabaritados e preparados, atuaram em nossa política e criaram bases sólidas para a criação do Brasil Contemporâneo, tal e qual conhecemos hoje.</p>
<p>Grande parte das instituições do Brasil Imperial funcionam nos dias de hoje.</p>
<p>Pedro II e sua esposa a Imperatriz Teresa Cristina, até hoje são, os exemplos que vem a cabeça do Brasileiro, minimamente letrado e informado, do bom e honesto homem de família e governante. Dom Pedro II, além de ser soberano, foi um exemplo de vida para qualquer ser humano.</p>
<p>A Princesa Isabel veio a ser a pessoa que pagou pessoalmente o preço por toda a coerência que herdara de sua família. Seu pai, assim como seus avôs foram profundamente abolicionistas, mas estes sabiam que a escravidão não poderia ser realizada da noite para o dia. Mas com ela foi. Em todas as vezes que a Princesa exerceu de modo invejável o seu papel de Regente. Respeitou e cumpriu as leis do Brasil. Mas a sua visão era por demasiado progressista para a sua época.</p>
<p>A Princesa combateu a escravidão, e a eliminou, desejava o sufrágio feminino, e a reforma de muitos aspectos da sociedade de então. Conservou até o fim da vida seu amor pela sua terra natal.</p>
<p>Na calada da noite, com sabotagens deliberadas veio a República. Com mentiras, e ocultando fatos ao Imperador, uma camarilha bem apetrechada coordenada por Benjamim Constant Botelho e Magalhães, pois tudo a perder.</p>
<p>Todo aquele titânico trabalho foi jogado no lixo. A república no seu primeiro decreto se disse provisória, e assim ficou até 1993. Depois, a consciência pesou e tentaram subornar o Imperador [começou aí]. O Imperador em seu último ato de patriotismo, disse que aquele dinheiro pertencia aos cofres da Nação. Vendo que ele não cedia decidiram bani-lo.</p>
<p>O Império do Brasil, em 67 anos de existência forjou uma alta cultura, o desenvolvimento e forjou verdadeiros homens.</p>
<p>A Família Imperial do Brasil, soube nesses duzentos anos amar e respeitar em todo momento, todo legado e património do Brasil. Que hoje é demonstrado por Dom Luiz, Dom Bertrand e Dom Antônio.  Eu, como poucos brasileiros, tive a enorme honra e oportunidade de conviver e atuar na Sede da Casa Imperial, conheci lá grandes amigos, alguns já nem mais estão neste mundo, como o Conselheiro Gustavo Cintra do Prado, o Sr. António Augusto.</p>
<p>Não posso de maneira nenhuma negar todos os bons exemplos e todo preparo que de maneira direta e indiretamente recebi dessas pessoas. E ainda recebo, agora em menor escala do Sr. José Carlos Sepulveda da Fonseca (moderador da Causa Imperial e secretário dos Príncipes) que constantemente está com sua família em Lisboa.</p>
<p>A Causa Imperial, luta e age de forma totalmente voluntária. Não recebemos nenhum subsídio, nenhum suborno e nenhuma agiotagem política. E nem queremos!</p>
<p>A Mensagem que deixo a todos os brasileiros, é que busquem a copiar o exemplo do Imperador e da Família Imperial, que mesmo na sua simplicidade dá grandes exemplos de amor e dedicação ao Brasil.</p>
<p>E que procurem estudar e se aprimorar cada vez mais, lendo e procurando saber das VERDADES históricas, de como muito dos movimentos revolucionários políticos e culturais, todos eles esquerdistas, conseguiram com sucesso varrer quase todos os Tronos do mundo.</p>
<p>Um forte abraço a todos os amigos e monarquistas,</p>
<p>Daniel Mouta &#8211; Daniel Mouta, carioca, 30 anos, é membro fundador da Causa Imperial. Hoje residente em Portugal.</p>
<p><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/Monograma-de-Dom-Pedro-II.png" rel="lightbox"><img class="aligncenter size-full wp-image-2272" title="Monograma de Dom Pedro II" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/Monograma-de-Dom-Pedro-II.png" alt="P.II.Imp" width="238" height="297" /></a></p>
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		<title>PROGRAMAÇÃO SUJEITA A ALTERAÇÃO</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Nov 2012 21:16:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea Carvalho Stark</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Por que esse aviso é tão recorrente quando consultamos a programação do Theatro Municipal do Rio de Janeiro? por Andrea Carvalho Stark Rio de Janeiro, 1850 -  A nova década começava sem bons agouros. O segundo filho de D Pedro II, o príncipe D. Pedro Afonso, falece subitamente na Fazenda de Santa Cruz , aos 2 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> Por que esse aviso é tão recorrente quando consultamos a programação do Theatro Municipal do Rio de Janeiro?</strong></p>
<p style="text-align: right;"><em>por <strong><a href="http://www.causaimperial.org.br/?cat=461" target="_blank">Andrea Carvalho Stark</a></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong>Rio de Janeiro, 1850</strong> - </em> A nova década começava sem bons agouros. O segundo filho de D Pedro II, o príncipe D. Pedro Afonso, falece subitamente na Fazenda de Santa Cruz , aos 2 anos de idade. Era a segunda vez que o Imperador enfrentava a perda prematura de um filho. A epidemia de febre amarela se intensifica e atinge fatalmente muitos dos artistas italianos que compunham os corpos artísticos do principal teatro da corte, o Teatro São Pedro de Alcantara, o palco da ópera e do balé. Na lista de vítimas do mosquito <em>aedes agypti</em>,  encontram-se o médico Antonio Baderna – que chegou ao Brasil com sua filha, a bailarina Marietta Baderna – o tenor Bassadona, o baixo Bianchi di Massoletti e o pintor cênico Lorenzo Scarabelloto. O Teatro São Pedro de Alcântara fecha por vários períodos no ano.</p>
<p>Por fim, a sociedade de acionistas do Teatro São Pedro de Alcântara se desfaz, dando “calote” em alguns artistas e fornecedores, além de deixar seus cantores, músicos, atores e bailarinos sem trabalho e salário. O tipógrafo e editor Paula Britto junta-se aos cantores Felippe Tati, Constante Cappurri, Carolina Castelli, Giuseppe Marchese, Marietta Marchese nas assinaturas de um documento enviado ao Ministério do Império, cobrando pagamento por trabalhos, no caso de Paula Britto, por impressões de sua tipografia, enquanto os demais reclamavam ordenados vencidos. Revelam que depois da venda do guarda-roupa, cenário e utensílios do teatro por causa da hipoteca, eles não foram pagos.</p>
<p>Perante essa situação, os artistas seguiram outros rumos. Uns continuaram na música, mas como professores. Assim fez Archangelo Fiorito que em 1851, anunciava suas aulas particulares de piano e canto na Rua do Engenho Velho, 71. E iniciou um outro negócio que nada tinha a ver com suas atividades de músico: o Imperador lhe concedeu o privilégio exclusivo, por cinco anos, de fabricar massas alimentares, desde que se comprometesse a empregar farinhas fabricadas no país.</p>
<p>Outros desistem. Como o espanhol A. Castagnera, que depois de 12 anos de Brasil, se suicidou estrangulando-se com algumas tiras de lençol em 1851. Com quatro filhos e mulher para sustentar não garantia a sobrevivência com seu salário de corista da Companhia Italiana de ópera.</p>
<div id="attachment_2251" class="wp-caption alignleft" style="width: 194px"><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/candiani3.jpg" rel="lightbox"><img class="size-medium wp-image-2251" title="Augusta " src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/candiani3-184x300.jpg" alt="" width="184" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A cantora italiana Augusta Candiani, como &#8220;Norma&#8221;, que seguiu para Recife na crise do ano de 1850. (Foto do acervo de Andrea Carvalho Stark)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros se mudam. A cantora lírica Ida Edelvira segue para Buenos Aires em 1849.  A prima-dona Augusta Candiani, soprano que estreou a “Norma” de Bellini no Brasil, vai para Recife, onde atua nos Teatros Santa Isabel e Apollo, junto com diversos músicos, cantores e bailarinos dos elencos desfeitos do São Pedro.</p>
<p>Essa crônica de uma crise em nosso passado mais remoto, e também desconhecido por muitos, nos vem à memória por conta do atual estado precário da produção de ópera e balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que hoje corresponderia ao Teatro São Pedro de Alcântara, em nível de importância e proeminência.</p>
<p>Não somos mais a Corte. Somos hoje a cidade que abrigará importantes eventos internacionais, no âmbito do esporte. Somos vitrine do mundo, ou quase. Nossos monumentos são declarados Patrimônios Mundiais da Humanidade. Os corpos artísticos do Theatro Municipal, por lei, são <a href="http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/contlei.nsf/f25edae7e64db53b032564fe005262ef/04227a2a74abc4778325773100715e44?OpenDocument">Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro</a>. Somos um novo Rio. Assim nos dizem.</p>
<p><strong><em>Rio de Janeiro, 2010</em></strong> – Depois de dois anos de reformas, o público carioca ganha um Theatro Municipal novinho. Reinaugurado em maio de 2010, na sua parte externa já se percebia o quilate da reforma, a águia dourada brilha ao longe. A mesma águia que pela primeira vez, depois de quatro anos e meio de obra, já impressionava no dia de sua inauguração em 1909, com discurso de Olavo Bilac, e a presença do presidente Nilo Peçanha e do então prefeito Sezerdelo Correa. O Teatro São Pedro de Alcântara ainda existia, mas o que abrigava óperas era o Lírico, ali vizinho do Municipal. Mas ambos já eram considerados obsoletos. Afinal, eram esses os teatros que a família imperial frequentava em um tempo que a República desejava apagar de vista.</p>
<p>Contraditoriamente, um velho costume do Império continuou. Artistas continuavam a chegar da Itália, dessa vez sob a organização de empresários que atuavam no eixo Rio de Janeiro, São Paulo, Montevidéu e Buenos Aires. Mesmos artistas e mesma programação circulavam por essas cidades, o que era muito comum mesmo no século XIX, especialmente entre Rio e Buenos Aires. A partir de 1920, esses mesmos empresários passaram a contratar alguns artistas locais, principalmente músicos, pois já havia orquestras importantes na época, como as do Centro Musical do Rio de Janeiro,Centro Sinfônico Leopoldo Miguez e, a partir de 1913, a Sociedade dos Concertos Sinfônicos,dirigida por Francisco Braga. A contratação de artistas locais se intensificou quando Buenos Aires passou a municipalizar sua produção para seu Teatro Colon, o que quebrou a corrente nesse trânsito de elencos.</p>
<div id="attachment_2247" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/LA-FORZA-DEL-DESTINO-TMRJ-1951-Beniamino-Gigli-e-Giulio-Neri.jpg" rel="lightbox"><img class="size-medium wp-image-2247" title="LA FORZA DEL DESTINO - TMRJ, 1951 - Beniamino Gigli e Giulio Neri" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/LA-FORZA-DEL-DESTINO-TMRJ-1951-Beniamino-Gigli-e-Giulio-Neri-300x233.jpg" alt="" width="300" height="233" /></a><p class="wp-caption-text">LA FORZA DEL DESTINO, TMRJ, 1951 &#8211; Beniamino Gigli e Giulio Neri em cena e orquestra do teatro.</p></div>
<p>Mas somente em 1931 foi criada a orquestra oficial do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, pondo fim ao sistema de contratação de músicos avulsos, com profissionais escolhidos por concurso que teve a regência de Francisco Braga, o primeiro maestro titular da orquestra. Desde então, grandes nomes essa orquestra e também seu coro, criado em 1933, têm reunido em suas produções. Nomes relevantes do cenário nacional e internacional. Villa-Lobos, Mignone, José Siqueira e Lorenzo Fernandez são alguns dos nacionais. No Theatro Municipal cantaram, entre muitos outros, Enrico Caruso, Beniamino Gigli, Bidú Sayão, Renata Tebaldi, Maria Callas, dirigidos por Pietro Mascagni, Felix Weingartner, Fritz Busch, Carl Ebert.</p>
<div id="attachment_2250" class="wp-caption aligncenter" style="width: 245px"><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/LA-TRAVIATA-TMRJ-1979-FRANCO-ZEFFRELLI-E-NELSON-PORTELLA.jpg" rel="lightbox"><img class="size-full wp-image-2250" title=" FRANCO ZEFFRELLI E NELSON PORTELLA" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/LA-TRAVIATA-TMRJ-1979-FRANCO-ZEFFRELLI-E-NELSON-PORTELLA.jpg" alt="" width="235" height="235" /></a><p class="wp-caption-text">Franco Zeffirelli e Nelson Portella, por ocasião da montagem de &#8220;La Traviata&#8221;, TMRJ, 1979,</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nessa época de ouro, os espetáculos líricos tinham a direção cênica de nomes como Franco Zefirelli, Lamberto Puggelli, Sergio Brito, Adolfo Celli, Gianni Rato, Wolfgang Wagner, Hugo de Anna e Margarita Wallmann. O teatro dramático também tinha espaço. Foi no Theatro Municipal que ocorreu a estreia de “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, em dezembro de 1943, que marcou o inicio do teatro moderno.</p>
<p>A bailarina russa Maria Olenewa criou a Escola de Dança do Theatro Municipal, que hoje leva seu nome,  em 1927. Mas antes disso,  suas alunas e alunos  já se apresentavam no palco do teatro, até a  criação oficial do corpo de balé em 1936.</p>
<p>O Theatro Municipal do Rio de Janeiro é uma das mais importantes casas de espetáculos do Brasil e da América do Sul. É um palco da ópera, do balé, do concerto. Dois anos depois de sua reinauguração o que temos, além da beleza do prédio mesmo com problemas aqui e ali (houve uma queda do teto logo após a reinauguração), é uma programação repetida, talvez mesmo preguiçosa. A programação se resume a três produções, basicamente: o balé “Coppelia”, a ópera “Viúva alegre” além do balé “Quebra nozes”, que são repetidas e repetidas a exaustão em várias temporadas. E são as únicas que fazem uso do corpo de baile, coro e orquestra do teatro.</p>
<p>A programação disponível no<a href="http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/" target="_blank"> site da instituição </a> pode ser acessada por  todos. Percebe-se que nada há de contemporâneo, nada novo, nada realmente empolgante sendo produzido pelo teatro. Sim, o pianista Keith Jarrett é empolgante. Mas não foi produção do teatro, é somente a sublocação de seu espaço para produtoras independentes.</p>
<p>No que se refere à música clássica, a Orquestra Sinfônica Brasileira se mostra como uma avassaladora presença. Mas a OSB não é um corpo artístico da instituição, seus recursos e gerência vêm de outras fontes, então, o que acontece com o orçamento do teatro para produzir seus eventos com seus competentes corpos artísticos? É pouco? Existe? Não existe? Parece que um certo descaso da política cultural atinge um dos espaços mais importantes da nossa cidade.</p>
<div id="attachment_2248" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/foto-da-iris-braga-ferreira.jpg" rel="lightbox"><img class="size-medium wp-image-2248" title="Alunas da escola de dança Maria Olenewa." src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/foto-da-iris-braga-ferreira-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Alunas da escola de dança Maria Olenewa. (foto de Iris Braga Ferreira.)</p></div>
<p>A Escola Estadual de Danças Maria Olenewa é um bom exemplo a ser lembrado nesse sentido. Se alguém passar superficialmente a vista pelo interior de suas instalações na Rua Visconde de Maranguape, 15, Lapa, irá concluir o quanto são guerreiros nossos bailarinos, além de talentosos. As instalações são péssimas há muitos anos e carece sempre de ajuda da Associação de Pais e Amigos da Dança (AMADANÇA) para suprir necessidades básicas, como o papel higiênico ou mesmo a reforma do banheiro feminino da instituição, que foi reformado graças a união dos pais de alunos e alunas. As salas de aula não possuem ar-condicionado, o teto tem problemas sérios de infiltração, os pianos são desafinados, os pianistas acompanhadores são pagos com dinheiro de “caixinha”, o acesso às salas é somente por escada. O balé merece isso? Não. Lembro que a escola atende crianças e adolescentes, a maioria meninas, o ingresso é aos 8 anos e, geralmente, a formatura é aos 17 anos.</p>
<div id="attachment_2118" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/565690_383808835031062_1207487835_n.jpg" rel="lightbox"><img class="size-medium wp-image-2118" title="ORQUESTRA E CORO DO TMRJ" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/565690_383808835031062_1207487835_n-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Orquestra e coro do Theatro Municipal no palco de sua casa. Sem concurso há 10 anos, a falta de profissionais efetivos só espelha o descaso da política cultural em um dos teatros mais importantes da América do Sul. (Foto de Caru Ribeiro)</p></div>
<p>A orquestra do teatro é um outro bom exemplo ilustrativo do descaso. O último concurso para os corpos artísticos foi em 2002. O balé teve seu quadro totalmente preenchido, coro e orquestra não. Existe a carência de novos profissionais que devem ser concursados. A urgência de um concurso público é mais do que importante para completar o quadro da orquestra. Seria um primeiro passo para reerguer a estrutura e repensar a programação, e limitar a sublocação do espaço, o que cria – propositalmente &#8211; uma ilusão de que o teatro produz bastante, como se esses eventos fossem produção própria com seus corpos artísticos.</p>
<div id="attachment_2259" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/alexandre-imagens-fragmentadas-caru-ribeiro-orq-e-coro-2.jpg" rel="lightbox"><img class="size-medium wp-image-2259" title="alexandre imagens fragmentadas caru ribeiro orq e coro 2" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/alexandre-imagens-fragmentadas-caru-ribeiro-orq-e-coro-2-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">&#8221; Alexander Nevsky&#8221;, filme de Eisenstein, música de Prokofiev, apresentada em setembro de 2012, um dos raros momentos em que se pode apreciar o coro e orquestra do Theatro Municipal em cena esse ano. Regência de Silvio Viegas e solos da mezzo-soprano Denise de Freitas. Teria sido perfeito se não houvesse a equivocada concepção “cênica” para a exibição de um filme clássico, com três telas que fragmentavam as imagens. (Foto de Caru Ribeiro)</p></div>
<p>O Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi declarado Patrimônio Imaterial Cultural do Estado do Rio de Janeiro pela lei nº 5735, de 27 de maio de 2010. E isso não se deve a suntuosidade de seu edifício, mas aos seus corpos artísticos  que fazem daquele espaço um espaço de arte. “Falar do Theatro Municipal sem seus corpos artísticos seria a mesma relação de um corpo sem alma. (&#8230;) Lembrando ainda, que a população brasileira elegeu o Theatro Municipal do Rio de Janeiro como uma das Sete Maravilhas do Rio de Janeiro, não sendo esta eleição, com certeza, somente pelo seu belíssimo prédio, mas pelas atividades lá apresentadas por seus Corpos Artísticos Permanentes” &#8211;  assim diz o <a href="http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/scpro0711.nsf/10bcce55ce8dad8283256cee005890dc/f7e411fca0445d568325760700668531?OpenDocument&amp;Start=1&amp;Count=200&amp;Collapse=1.1.1" target="_blank">texto da lei de 2010</a>.</p>
<p>Talvez seja inocência alimentar uma esperança para que no próximo ano possamos ter uma programação digna da nobreza e da beleza de nossa cidade e da capacidade dos artistas do teatro em executá-la. Afinal, 2013 é um ano em que dois bicentenários serão comemorados: Wagner e Verdi. Até agora, nada foi divulgado sobre a programação.  O que irão nos apresentar em relação a essas datas comemorativas?</p>
<p>Realmente, a programação do Theatro Municipal do Rio de Janeiro não deve ESTAR SUJEITA A ALTERAÇÃO, conforme aparece no link &#8220;Programação&#8221; de seu site,  mas sim SOFRER ALTERAÇÃO, urgente e séria. Nossos artistas lá estão disponíveis,  sendo pagos com dinheiro público, e necessitam recompor seus quadros com profissionais efetivos contratados por concurso público, e depois serem engajados em uma programação cuidadosa, digna de um dos mais importantes teatros de nossa história. E eles não irão fabricar massas alimentares com farinhas fabricadas no país. O que eles fabricam é outra coisa com os ingredientes nacionais: arte.</p>

<div id="attachment_2253" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/CANDIDE-TMRJ-2000-com-Luciano-Botelho-Gustavo-Farina-Marcos-Menescal-e-Fabrizio-Claussen.-De-costas-Fernando-Portari-e-Sandro-Christopher..jpg" rel="lightbox"><img class="size-medium wp-image-2253" title="CANDIDE - TMRJ, 2000  com Luciano Botelho, Gustavo Farina, Marcos Menescal e Fabrizio Claussen. De costas Fernando Portari e Sandro Christopher." src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/11/CANDIDE-TMRJ-2000-com-Luciano-Botelho-Gustavo-Farina-Marcos-Menescal-e-Fabrizio-Claussen.-De-costas-Fernando-Portari-e-Sandro-Christopher.-300x212.jpg" alt="" width="300" height="212" /></a><p class="wp-caption-text">Cena de &#8220;Candide&#8221;, com Luciano Botelho, Gustavo Farina, Marcos Menescal e Fabrizio Claussen. De costas: Fernando Portari e Sandro Christopher. Ópera apresentada em 2000, última fase dos áureos tempos, apesar de não ser tão remota.</p></div>
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		<title>À memória de João Caetano</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Sep 2012 01:42:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea Carvalho Stark</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Andrea Carvalho Stark* &#160; &#160; Depois de completar 122 anos de existência como um monumento da cidade, a estátua do ator João Caetano foi restaurada e voltou para a frente do teatro que leva o seu nome, na Praça Tiradentes (centro do Rio de Janeiro), em breve cerimônia realizada no dia 08 de setembro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Andrea Carvalho Stark*</strong></em></p>
<p><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/09/joao-1.jpg" rel="lightbox"><img class="size-medium wp-image-2045" title="joao 1" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/09/joao-1-300x298.jpg" alt="" width="300" height="298" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<dl id="attachment_2039" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;">
<dt class="wp-caption-dt"></dt>
</dl>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois de completar 122 anos de existência como um monumento da cidade, a estátua do ator João Caetano foi restaurada e voltou para a frente do teatro que leva o seu nome, na Praça Tiradentes (centro do Rio de Janeiro), em breve cerimônia realizada no dia 08 de setembro de 2012.</p>
<p>Pela ausência de sua espada, roubada há muitos anos, parecia que João Caetano ficaria eternamente congelado em uma pose de alerta ou proteção, com as mãos espaldadas frente ao corpo. Uma imagem muito significativa, frente ao teatro onde tantas vezes ele atuou, dirigiu e lutou. Tornou-se simbólica a pose, acidentalmente criada devido a depredação. Na verdade, a estátua em bronze de Chaves Pinheiro eterniza o ator em um de seus mais marcantes papéis trágicos, o de Oscar na tragédia de Antoine Vicent Arnault, “Oscar, filho de Ossian”. Sobre a cena da tragédia francesa imortalizada no bronze, o próprio João Caetano nos revela em trecho de seu livro <em>Lições Dramáticas</em>:  “Na bela passagem em que fui copiado pelo insigne escultor Francisco Manuel Chaves Pinheiro, lente da Academia das Belas Artes, a estátua que expôs em 1860 representa a situação em que Oscar, delirante, reconhece a sua espada, proferindo estas palavras: “É minha!”. O intervalo que eu fazia antes de falar, a expressão fisionômica, a atitude e o gesto exprimiam com a mais perfeita verdade o horror com que Oscar se convence de ter sido o assassino de seu melhor amigo. (&#8230;) Depois que ele reconhece a espada com que havia morto seu amigo, segue-se uma tirada de belos versos no meio da qual ele se arroja ao chão, e no fim tira um punhal da cintura e crava-o no peito.”</p>
<p>A estátua é resultado do esforço de Francisco Correa Vasques que idealizou a homenagem a seu mestre e amigo. O grande ator cômico do século XIX começou a frequentar o teatro ainda criança assistindo aos espetáculos que seu irmão, o ator Martinho Vasques, encenava no elenco de João Caetano. Depois ele mesmo passou a fazer parte da companhia, como vários atores que surgiram no Rio de Janeiro entre 1835 e 1863. Vasques, ainda no Império, buscou o apoio do Imperador D. Pedro II, que prestigiava com sua presença, atraindo mais público, os espetáculos promovidos pelos artistas da época em benefício do projeto. Mas a inauguração da estátua só ocorreu na República, em grande festa no dia 04 de maio de 1891, frente a antiga Academia Nacional de Belas Artes, na Praça Tiradentes. A partir de 1916, passou para a frente do teatro que adotou o nome do homenageado.</p>
<p>O título de “primeiro ator do Brasil” é importante mas não informa a amplitude do pioneirismo de João Caetano: ele  foi o primeiro diretor de companhia a encenar autores nacionais; no trabalho de ator, aplicava a postura clássica, algo que se confrontava com a atuação portuguesa em voga; em 1860, viajou para a Europa onde conheceu o Conservatório Real Francês e voltou ao Brasil disposto a montar uma escola de arte dramática. Mesmo sem o apoio do governo e já tendo perdido a subvenção que recebia mensalmente, a escola funcionou por um ano.  Entretanto, nota o crítico Decio de Almeida Prado, por não poder prescindir dos atores e do público português, acabou se afastando de nossa dramaturgia, aliando-se assim de forma parcial à questão do nacionalismo em nossos palcos, “faltou-lhe uma lúcida perspectiva histórica nesse sentido”, observa Prado em seu livro <em>João Caetano: o ator, o empresário, o repertório</em>.</p>
<p>Talvez essa falta de perspectiva histórica tenha sido a única forma possível de João Caetano conseguir realizar sua vocação dramática. Desde sua estreia como ator em 1827, aos 19 anos, provavelmente em sua cidade natal, Itaboraí, não foram poucos os esforços que ele empreendeu para simplesmente conseguir sobreviver no teatro.</p>
<p>Quando João Caetano começou sua carreira, cada teatro abrigava uma companhia dramática em língua portuguesa e duas estrangeiras,  garantindo a presença de atores e atrizes portugueses e franceses e  das divas da ópera italiana. Na temporada lírica, o público se dividia em partidos teatrais a favor de uma ou outra prima-donna italiana. Os portugueses dominavam numericamente  desde a atuação até a administração dos teatros e a plateia. A dramaturgia era composta por dramas franceses, traduzidos ou originais em língua francesa encenado por atores franceses, e portugueses, meio a algumas tentativas fracassadas de levar à cena textos de autores nacionais, até surgir o gênio de Martins Pena, outro pioneiro do teatro nacional. Neste cenário, João Caetano leva a sério seu projeto de estabelecer condições de trabalho para a atividade teatral. Em 1833,  forma a Companhia Dramática Nacional, a primeira composta somente por atores brasileiros e a ter salários fixos. Esta companhia foi responsável pela encenação das primeiras tragédias e comédias brasileiras, ambas em 1838, <em>Antônio José da Silva e o Poeta da Inquisição</em>, de Gonçalves de Magalhães, e <em>Juiz de Paz na Roça</em>, de Luis Carlos Martins Pena, respectivamente. Mas será o gênero trágico o maior filão da companhia e nesses papéis, João Caetano será aclamado como o primeiro ator do Império do Brasil.</p>
<p>No espaço que hoje leva seu nome, outrora chamado Teatro São Pedro de Alcântara durante boa parte do período imperial, João Caetano teve as portas cerradas para os espetáculos de sua companhia por diversas vezes. Assim lhe restava sair em excursões ou para teatros menores. Excursionou por Mangaratiba e Angra dos Reis entre 1832 e 1834; Campos em 1846, e ainda Lisboa, Rio Grande do Sul, Pernambuco. Em Niterói, arrendou um teatro, inaugurado com o nome de  Teatro de Santa Teresa. Foi diretor do Teatro de São Francisco, um pequeno espaço na atual Rua do Theatro, na Praça Tiradentes, onde  trabalhou com uma companhia francesa de ópera-cômica (entre 1846 a 1848). Também fez temporada no Teatro de São Januário, outro teatro pequeno que ficava pelos lados da Praça XV. Até voltar ao Teatro São Pedro de Alcântara, como primeiro ator e empresário, em 1850. Assiste aos dois incêndios que destruíram completamente o edifício, sob a sua administração, mas o reconstrói. E o reconstruiria mais vezes, pois a paixão de João Caetano por sua arte o transformou em um homem obstinado, atuante  como ator, empresário, ensaiador e teórico.</p>
<p>Os primeiros trabalhos sobre um método de atuação para o ator brasileiro são de sua autoria. Ainda jovem escreve <em>Reflexões dramáticas para uso dos candidatos que se dedicam à cena</em>, publicado em 1832, e  mais tarde escreve <em>Lições Dramáticas</em>, publicado em 1862, no qual teoriza acerca dos postulados clássicos de atuação aplicados a sua experiência prática. João Caetano prega nestes trabalhos que o ator em cena deveria representar &#8220;a pompa e a majestade de um carvalho sendo tocado pela brisa&#8221;. Ele se baseia neste comedimento e controle clássicos para definir um método, aliado ao estudo e ao trabalho constante em vez da inspiração espontânea que guiava os atores à cena. A partir de 1850, as peças épicas, o drama romântico que formava o repertório de João Caetano, começam a ter que conviver com o teatro realista, mais &#8220;refinado&#8221; que considerava obsoleto o estilo do velho mestre.  Surgem também outros gêneros que se tornam cada vez mais populares como as operetas, o teatro de revista, os vaudevilles, os musicais. O ator passou  a viver um ostracismo devido a  uma certa falta de renovação e, apesar de gozar do respeito e reverência de muitos, não atraia público nem as subvenções do governo.</p>
<p>Em 24 de agosto de 1863, aos 55 anos de idade, João Caetano falece depois de fazer uma declaração, testemunhada e registrada por Vasques que o acompanhava em seus derradeiros momentos: &#8220;Morro e comigo morre o teatro nacional&#8221;.</p>
<p>Prognóstico equivocado. O teatro nacional não morreu com João Caetano, e muito deve a seus esforços, mesmo que os passantes ou os que pisam o palco e a plateia do teatro que leva seu nome hoje não o  reconheça.</p>
<p>Sobre a espada, uma esperança. Edgar Duvivier, responsável pela restauração, criou um sistema bem seguro para que a mesma  não seja roubada. Será muito difícil retirá-la, garante o artista restaurador. Assim como não se retira de cena a presença de um grande ator, apesar de toda efemeridade de sua cena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Obs:</strong> A reforma da estátua de João Caetano foi uma iniciativa dos diretores do teatro, Daniel Dias da Silva e Giulio Rizzo, que gerou uma ação conjunta reunindo o artista plástico Edgar Duvivier (responsável pelo trabalho de restauração), a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro (Divisão de Monumentos e Chafarizes) e o empresário Luis Calainho, através da sua produtora Aventura Entretenimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Com esta crônica-notícia inauguramos esse espaço. Pretendemos, duas vezes por mês, escrever sobre temas, personagens e histórias relativas à vida literária, musical  ou teatral no século XIX, sempre buscando criar diálogos com o nosso tempo presente. Muitos textos serão, ao certo, resultados e tangenciamentos de nossas reflexões em pesquisas acadêmicas sobre o período, realizadas no âmbito dos estudos históricos sobre o teatro brasileiro, em nível de Mestrado (UNIRIO), e sobre as relações entre literatura e dramaturgia, no âmbito de nosso Doutorado (UFRJ).</em></p>

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		<title>Conservadorismo e monarquia, uma aliança necessária</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 20:17:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Anthony</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política Imperial]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando falamos em monarquia constitucionalista, rapidamente nos vem à mente  a seguinte questão: Em um país de monarquia constitucional qual  deve ser a base política dos chefes de Estado? Sem dúvida alguma o conservadorismo “Burkeriano”, explicado abaixo em pequenos tópicos deve ser não só a base de formação governamental, mas também a orientação perpétua dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/02/ReganORDERBATHQueen.jpg"><img class="size-full wp-image-1223 alignright" title="ReganORDERBATHQueen" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2012/02/ReganORDERBATHQueen.jpg" alt="" width="240" height="151" /></a>Quando falamos em monarquia constitucionalista, rapidamente nos vem à mente  a seguinte questão:</p>
<p><em>Em um país de monarquia constitucional qual  deve ser a base política dos chefes de Estado?</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Sem dúvida alguma o conservadorismo “Burkeriano”, explicado abaixo em pequenos tópicos deve ser não só a base de formação governamental, mas também a orientação perpétua dos aspirantes ao trono.</p>
<p>O discurso monarquista por vezes tem sido baseado em uma tabela de avaliações prontas, e isso tem trazido um grande desprestigio a toda a causa.</p>
<p>Com intenção de esclarecer as políticas Conservadoras, segue abaixo alguns princípios conservadores:<br />
<strong>Resumo do 1º ao 4º: </strong>A atitude que nós chamamos de conservadorismo é sustentada por um conjunto de sentimentos, mais do que por um sistema de dogmas ideológicos.</p>
<p><strong>Resumo do 5º ao 10º:</strong> O conservador se esforça por limitar e balancear o poder político para que não surjam nem a anarquia, nem a tirania.</p>
<p>Não sendo nem uma religião nem uma ideologia, o conjunto de opiniões designado como conservadorismo não possui nem uma Escritura Sagrada nem um Das Kapital que lhe forneça um dogma. Na medida em que seja possível determinar o que os conservadores crêem, os primeiros princípios do pensamento conservador provêm daquilo que professaram os principais escritores e homens públicos conservadores ao longo dos últimos dois séculos. Sendo assim, depois de algumas observações introdutórias a respeito deste tema geral, eu irei arrolar dez destes princípios conservadores.</p>
<p>Talvez seja mais apropriado, a maior parte das vezes, usar a palavra “conservador” principalmente como adjetivo, já que não existe um Modelo Conservador, sendo o conservadorismo, na verdade, a negação da ideologia: trata-se de um estado da mente, de um tipo de caráter, de uma maneira de olhar para ordem social civil.</p>
<p>A atitude que nós chamamos de conservadorismo é sustentada por um conjunto de sentimentos, mais do que por um sistema de dogmas ideológicos. É quase verdade que um conservador pode ser definido como sendo a pessoa que se acha conservadora. O movimento ou o conjunto de opiniões conservadoras pode comportar uma diversidade considerável de visões a respeito de um número considerável de temas, não havendo nenhuma Lei do Teste (Test Act) [1] ou Trinta e Nove Artigos (Thirty-Nine Articles) [2] do credo conservador.</p>
<p>Em suma, uma pessoa conservadora é simplesmente uma pessoa que considera as coisas permanentes mais satisfatórias do que o “caos e a noite primitiva” [3]. (Mesmo assim, os conservadores sabem, como Burke, que a saudável “mudança é o meio de nossa preservação”). A continuidade da experiência de um povo, diz o conservador, oferece uma direção muito melhor para a política do que os planos abstratos dos filósofos de botequim. Mas é claro que a convicção conservadora é muito mais do que esta simples atitude genérica.</p>
<p>Não é possível redigir um catálogo completo das convicções conservadoras; no entanto, ofereço aqui, de forma sumária, dez princípios gerais; tudo indica que se possa afirmar com segurança que a maioria dos conservadores subscreveria a maior parte destas máximas. Nas várias edições do meu livro The Conservative Mind, fiz uma lista de alguns cânones do pensamento conservador – a lista foi sendo levemente modificada de uma edição para a outra edição; em minha antologia The Portable Conservative Reader, ofereço algumas variações sobre este assunto. Agora, lhes apresento uma resenha dos pontos de vista conservadores que difere um pouco dos cânones que se encontram nestes meus dois livros. Por fim, as diferentes maneiras através das quais as opiniões conservadoras podem se expressar são, em si mesmas, uma prova de que o conservadorismo não é uma ideologia rígida. Os princípios específicos enfatizados pelos conservadores, em um dado período, variam de acordo com as circunstâncias e as necessidades daquela época. Os dez artigos de convicções abaixo refletem as ênfases dos conservadores americanos da atualidade.</p>
<p><strong>Prim</strong><strong>eiro: um conservador crê que existe uma ordem moral duradoura.</strong></p>
<p>Esta ordem é feita para o homem e o homem é feito para ela: a natureza humana é uma constante e as verdades morais são permanentes.</p>
<p>Esta palavra ordem quer dizer harmonia. Há dois aspectos ou tipos de ordem: a ordem interior da alma e a ordem exterior do Estado. Vinte e cinco séculos atrás, Platão ensinou esta doutrina, mas hoje em dia até as pessoas instruídas acham difícil de compreendê-la. O problema da ordem tem sido uma das principais preocupações dos conservadores desde que a palavra conservador se tornou um termo político.</p>
<p>O nosso mundo do século XX experimentou as terríveis conseqüências do colapso na crença em uma ordem moral. Assim como as atrocidades e os desastres da Grécia do século V a.C., a ruína das grandes nações, em nosso século, nos mostra o poço dentro do qual caem as sociedades que fazem confusão entre o interesse pessoal, ou engenhosos controles sociais, e as soluções satisfatórias da ordem moral tradicional.</p>
<p>Foi dito pelos intelectuais progressistas que os conservadores acreditam que todas as questões sociais, no fundo, são uma questão de moral pessoal. Se entendida corretamente esta afirmação é bastante verdadeira. Uma sociedade onde homens e mulheres são governados pela crença em uma ordem moral duradoura, por um forte sentido de certo e errado, por convicções pessoais sobre a justiça e a honra, será uma boa sociedade – não importa que mecanismo político se possa usar; enquanto se uma sociedade for composta de homens e mulheres moralmente à deriva, ignorantes das normas, e voltados primariamente para a gratificação de seus apetites, ela será sempre uma má sociedade – não importa o número de seus eleitores e não importa o quanto seja progressista sua constituição formal.</p>
<p>-<strong> </strong><strong>Segundo: o conservador adere ao costume, à convenção e à continuidade.</strong></p>
<p>É o costume tradicional que permite que as pessoas vivam juntas pacificamente; os destruidores dos costumes demolem mais do que o que eles conhecem ou desejam. É através da convenção – uma palavra bastante mal empregada em nossos dias – que nós conseguimos evitar as eternas discussões sobre direitos e deveres: o Direito é fundamentalmente um conjunto de convenções. Continuidade é uma forma de atar uma geração com a outra; isto é tão importante para a sociedade com o é para o indivíduo; sem isto a vida seria sem sentido. Revolucionários bem sucedidos conseguem apagar os antigos costumes, ridicularizar as velhas convenções e quebrar a continuidade das instituições sociais – motivo pelo qual, nos últimos tempos, eles têm descoberto a necessidade de estabelecer novos costumes, convenções e continuidade; mas este processo é lento e doloroso e a nova ordem social que eventualmente emerge, pode ser muito inferior à antiga ordem que os radicais derrubaram um seu zelo pelo Paraíso Terrestre.</p>
<p>Os conservadores são defensores do costume, da convenção e da continuidade porque preferem o diabo conhecido ao diabo que não conhecem. Eles crêem que ordem, justiça e liberdade são produtos artificiais de uma longa experiência social, o resultado de séculos de tentativas, reflexão e sacrifício. Por isto, o organismo social é uma espécie de corporação espiritual, comparável à Igreja; pode até ser chamado de comunidade de almas. A sociedade humana não é uma máquina, para ser tratada mecanicamente. A continuidade, a seiva vital de uma sociedade não pode ser interronpida. A necessidade de uma mudança prudente, recordada por Burke, está na mente de um conservador. Mas a mudança necessária, redargúem os conservadores, deve ser gradual e descriminativa, nunca se desvencilhando de uma só vez dos antigos cuidados.</p>
<p><strong>- Terceiro: os conservadores acreditam no que se poderia chamar de princípio do preestabelecimento.</strong></p>
<p>Os conservadores percebem que as pessoas atuais são anões nos ombros de gigantes, capazes de ver mais longe do que seus ancestrais, apenas por causa da grande estatura dos que nos precederam no tempo. Por isto os conservadores com freqüência enfatizam a importância do preestabelecimento – ou seja, as coisas estabelecidas por costume imemorial, de cujo contrário não há memória de homem que se recorde. Há direitos cuja principal ratificação é a própria antiguidade – inclusive, com freqüência, direitos de propriedade. Da mesma forma a nossa moral é, em grande parte, preestabelecida. Os conservadores argumentam que seja improvável que nós modernos façamos alguma grande descoberta em termos de moral, de política ou de bom gosto. É perigoso avaliar cada tema eventual tendo como base o julgamento pessoal e a racionalidade pessoal. O indivíduo é tolo, mas a espécie é sábia, declarou Burke. Na política nós agimos bem se observarmos o precedente, o preestabelecido e até o preconceito, porque a grande e misteriosa incorporação da raça humana adquiriu uma sabedoria prescritiva muito maior do que a mesquinha racionalidade privada de uma pessoa.</p>
<p><strong>- Quarto: os conservadores são guiados pelo princípio da prudência.</strong></p>
<p>Burke concorda com Platão que entre os estadistas a prudência é a primeira das virtudes. Toda medida política deveria ser medida a partir das prováveis conseqüências de longo prazo, não apenas pela vantagem temporária e pela popularidade. Os progressistas e os radicais, dizem os conservadores, são imprudentes porque eles se lançam aos seus objetivos sem dar muita importância ao risco de novos abusos, piores do que os males que esperam varrer. Com diz John Randolph of Roanoke, a Providência se move devagar, mas o demônio está sempre com pressa. Sendo a sociedade humana complexa, os remédios não podem ser simples, se desejam ser eficazes. O conservador afirma que só agirá depois de uma reflexão adequada, tendo pesado as conseqüências. Reformas repentinas e incisivas são tão perigosas quanto as cirurgias repentinas e incisivas.</p>
<p>-<strong> Quinto: os conservadores prestam atenção no princípio da variedade.</strong></p>
<p>Eles gostam do crescente emaranhado de instituições sociais e dos modos de vida tradicionais, e isto os diferencia da uniformidade estreita e do igualitarismo entorpecente dos sistemas radicais. Em qualquer civilização, para que seja preservada uma diversidade sadia, devem sobreviver ordens e classes, diferenças em condições matérias e várias formas de desigualdade. As únicas formas verdadeiras de igualdade são a igualdade do Juízo Final e a igualdade diante do tribunal de justiça; todas as outras tentativas de nivelamento irão conduzir, na melhor das hipóteses, à estagnação social. Uma sociedade precisa de liderança honesta e capaz e se as diferenças naturais e institucionais forem abolidas, algum tirano ou algum bando de oligarcas desprezíveis irá rapidamente criar novas formas de desigualdade.</p>
<p>-<strong>Sexto: os conservadores são refreados pelo princípio da imperfectibilidade.</strong></p>
<p>A natureza humana sofre irremediavelmente de certas falhas graves, bem conhecidas pelos conservadores. Sendo o homem imperfeito, nenhuma ordem social perfeita poderá jamais ser criada. Por causa da inquietação humana, a humanidade tornar-se-ia rebelde sob qualquer dominação utópica e se desmantelaria, mais uma vez, em violento desencontro – ou então morreria de tédio. Buscar a utopia é terminar num desastre, dizem os conservadores; nós não somos capazes de coisas perfeitas. Tudo o que podemos esperar razoavelmente é uma sociedade que seja sofrivelmente ordenada, justa e livre, na qual alguns males, desajustes e desprazeres continuarão a se esconder. Dando a devida atenção à prudente reforma, podemos preservar e aperfeiçoar esta ordem sofrível. Mas se os baluartes tradicionais de instituição e moralidade de uma nação forem negligenciados, se dá largas ao impulso anárquico que está no ser humano: “afoga-se o ritual da inocência”[4]. Os ideólogos que prometem a perfeição do homem e da sociedade transformaram boa parte do século XX em um inferno terrestre.</p>
<p>-<strong> Sétimo: conservadores estão convencidos de que liberdade e propriedade estão intimamente ligadas.</strong></p>
<p>Separe a propriedade do domínio privado e Leviatã se tornará o mestre de tudo. Sobre o fundamento da propriedade privada construíram-se grandes civilizações. Quanto mais se espalhar o domínio da propriedade privada, tanto mais a nação será estável e produtiva. Os conservadores defendem que o nivelamento econômico não é progresso econômico. Aquisição e gasto não são as finalidades principais da existência humana mas deve-se desejar uma sólida base econômica para a pessoa, a família e o Estado. Sir Henry Maine, em sua Village Communities, defende vigorosamente a causa da propriedade privada, como diferente da propriedade pública: “Ninguém pode ao mesmo tempo atacar a propriedade privada e dizer que aprecia a civilização. A história destas duas realidades não pode ser desintrincada”, pois a instituição da propriedade privada tem sido um instrumento poderoso, ensinando a responsabilidade a homens e mulheres, dando motivos para a integridade, apoiando a cultura geral e elevando a humanidade acima do nível do mero trabalho pesado, proporcionando tempo livre para pensar e liberdade para agir. Ser capaz de guardar o fruto do próprio trabalho; ser capaz de ver o próprio trabalho transformado em algo de duradouro; ser capaz de deixar em herança a sua propriedade para sua posteridade; ser capaz de se erguer da condição natural da oprimente pobreza para a segurança de uma realização estável; ter algo que é realmente propriedade pessoal – estas são vantagens difíceis de refutar. O conservador reconhece que a posse de propriedade estabelece certos deveres do possuidor; ele reconhece com alegria estas obrigações morais e legais.</p>
<p><strong>- Oitavo: os conservadores promovem comunidades voluntárias, assim como se opõem ao coletivismo involuntário.</strong></p>
<p>Embora os americanos tenham se apegado vigorosamente aos direitos privados e de privacidade, também têm sido um povo conhecido por seu bem sucedido espírito comunitário. Na verdadeira comunidade, as decisões que afetam de forma mais direta as vidas dos cidadãos são tomadas no âmbito local e de forma voluntária. Algumas destas funções são desempenhadas por organismos políticos locais, outras por associações privadas; enquanto permanecem no âmbito local e são caracterizadas pelo comum acordo das pessoas envolvidas, elas constituem comunidades saudáveis. Mas quando as funções, quer por deficiência, quer por usurpação, passam para uma autoridade central, a comunidade se encontra em sério perigo. Se existe algo de benéfico ou prudente em uma democracia moderna, isto se dá através da volição cooperativa. Se, então, em nome de uma democracia abstrata, as funções da comunidade são transferidas para uma coordenação política distante, o governo verdadeiro, através do consentimento dos governados, cede lugar para um processo de padronização hostil à liberdade e à dignidade humanas.</p>
<p>Uma nação não é mais forte do que as numerosas pequenas comunidades pelas quais é composta. Uma administração central, ou um grupo seleto de administradores e servidores públicos, por mais bem intencionado e bem treinado que seja, não pode produzir justiça, prosperidade e tranqüilidade para uma massa de homens e mulheres privada de suas responsabilidades de outrora. Esta experiência já foi feita; e foi desastrosa. É a realização de nossos deveres em comunidade que nos ensina a prudência, a eficiência e a caridade.</p>
<p><strong>- Nono: o conservador percebe a necessidade de uma prudente contenção do poder e das paixões humanas.</strong></p>
<p>Politicamente falando, poder é a capacidade de se fazer aquilo que se queira, a despeito da aspiração dos próprios companheiros. Um estado em que um indivíduo ou um pequeno grupo é capaz de dominar as aspirações de seus companheiros sem controles é um despotismo, quer seja monárquico, aristocrático ou democrático. Quando cada pessoa pretende ser um poder em si mesmo, então a sociedade se transforma numa anarquia. A anarquia nunca dura muito tempo, já que, sendo intolerável para todos e contrária ao fato irrefutável de que algumas pessoas são mais fortes e espertas do que seus próximos. À anarquia sucede a tirania ou a oligarquia, nas quais o poder é monopolizado por pouquíssimos.</p>
<p>O conservador se esforça por limitar e balancear o poder político para que não surjam nem a anarquia, nem a tirania. No entanto, em todas as épocas, homens e mulheres foram tentados a derrubar os limites colocados sobre o poder, a favor de um capricho temporário. É uma característica do radical que ele pense o poder como uma força para o bem – desde que o poder caia em suas mãos. Em nome da liberdade, os revolucionários franceses e russos aboliram os limites tradicionais ao poder mas o poder não pode ser abolido e ele sempre acha um jeito de terminar nas mãos de alguém.</p>
<p>O poder que os revolucionários pensavam ser opressor nas mãos do antigo regime, tornou-se muitas vezes mais tirânico nas mãos dos novos mestres do Estado.</p>
<p>Sabendo que a natureza humana é uma mistura do bem e do mal, o conservador não coloca sua confiança na mera benevolência. Restrições constitucionais, freios e contrapesos políticos (checks and balances), correta coerção das leis, a rede tradicional e intricada de contenções sobre a vontade e o apetite – tudo isto o conservador aprova como instrumento de liberdade e de ordem. Um governo justo mantém uma tensão saudável entre as reivindicações da autoridade e as reivindicações da liberdade.</p>
<p><strong>- Décimo: o pensador conservador compreende que a estabilidade e a mudança devem ser reconhecidas e reconciliadas em uma sociedade robusta.</strong></p>
<p>O conservador não se opõe ao aprimoramento da sociedade, embora ele tenha suas dúvidas sobre a existência de qualquer força parecida com um místico Progresso, com P maiúsculo, em ação no mundo. Quando uma sociedade progride em alguns aspectos, geralmente ela está decaindo em outros. O conservador sabe que qualquer sociedade sadia é influenciada por duas forças, que Samuel Taylor Coleridge chamou de Conservação e Progressão (Permanence and Progression). A Conservação de uma sociedade é formada pelos interesses e convicções duradouros que nos dão estabilidade e continuidade; sem esta Conservação, as fontes do grande abismo se dissolvem, a sociedade resvala para a anarquia. A Progressão de uma sociedade é aquele espírito e conjunto de talentos que nos instiga a realizar uma prudente reforma e aperfeiçoamento; sem esta Progressão, um povo fica estagnado. Por isto, o conservador inteligente se esforça por reconciliar as reivindicações da Conservação e as reivindicações da Progressão. Ele pensa que o progressista e o radical, cegos aos justos reclamos da Conservação, colocariam em perigo a herança que nos foi legada, num esforço de nos apressar na direção de um duvidoso Paraíso Terrestre. O conservador, em suma, é a favor de um razoável e moderado progresso; ele se opõe ao culto do Progresso, cujos devotos crêem que tudo o que é novo é necessariamente superior a tudo o que é velho.</p>
<p>O conservador raciocina que a mudança é essencial para um corpo social da mesma forma que o é para o corpo humano. Um corpo que deixou de se renovar, começou a morrer. Mas se este corpo deve ser vigoroso, a mudança deve acontecer de uma forma harmoniosa, adequando-se à forma e à natureza do corpo; do contrário, a mudança produz um crescimento monstruoso, um câncer que devora o seu hospedeiro. O conservador cuida para que numa sociedade nada nunca seja completamente velho e que nada nunca seja completamente novo. Esta é a forma de conservar uma nação, da mesma forma que é o meio de conservar um organismo vivo. Quanta mudança seja necessária em uma sociedade, e que tipo de mudança, depende das circunstâncias de uma época e de uma nação.</p>
<p>[1] Test Act – Lei inglesa de 1673 que exigia dos titulares de cargos civis e militares professarem a fé da Igreja Anglicana através de uma fórmula de juramento (N. do T.).</p>
<p>[2] Declaração oficial da doutrina da Igreja Anglicana (N. do T.).</p>
<p>[3] A frase “Chaos and old Night” provém do poema épico de John Milton Paradise Lost (Book I; line 544). Milton usa esta frase para se referir à “matéria” a partir da qual Deus ordenou e criou o mundo (N. do T.).</p>
<p>Artigo escrito por Allan Anthony e conteúdo dos principios extraido de: Russel Kirk, © 2006 MidiaSemMascara.org em 01 de setembro de 2006</p>
<p>/p</p>
<p>/p</p>
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		<title>Cristo brasileiro: o êxito da república</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 10:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>causaimperial</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Ei-lo, o gigante da praça, O Cristo da multidão! É Tiradentes quem passa&#8230; Deixem passar o Titão.&#8221; [Poema de Castro Alves] “Heróis são símbolos poderosos, encarnações de ideias e aspirações, pontos de referência, fulcros de identificação coletiva. São, por isso, instrumentos eficazes para atingir a cabeça e o coração dos cidadãos a serviço da legitimação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><em><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2011/11/tiradentes-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-919" title="tiradentes 2" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2011/11/tiradentes-2.jpg" alt="" width="329" height="449" /></a>&#8220;Ei-lo, o gigante da praça,</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><em>O Cristo da multidão!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><em>É Tiradentes quem passa&#8230;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><em>Deixem passar o Titão.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><em>[Poema de Castro Alves]</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Heróis são símbolos poderosos, encarnações de ideias e aspirações, pontos de referência, fulcros de identificação coletiva. São, por isso, instrumentos eficazes para atingir a cabeça e o coração dos cidadãos a serviço da legitimação de regimes políticos”.</em> (A Formação das Almas, p.55).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A figura de um heroi republicano certamente foi uma das – senão a maior – preocupações e dificuldades dos republicanos. No caso brasileiro, parecia inexistir uma figura com as características acima descritas. No entanto, a figura do heroi era importantíssima para a república brasileira já que a própria população não teve uma participação efetiva na implantação do novo regime.</p>
<p style="text-align: justify;">Postulantes à figura de heroi existiam. Eram os próprio envolvidos no 15 de novembro (Marechal Deodoro, Benjamin Constant, Floriano Peixoto). Mas, nenhum deles parecia dispor de carisma que os fizessem aceitos pela população e as tentativas de promovê-los falharam. Outros personagens foram pensados:</p>
<p style="text-align: justify;">Frei Caneca fora heroi de duas revoltas e morrera como mártir, fuzilado. Bento Gonçalves por sua vez era heroi (de fato) da república farroupilha. Mas ambos foram desconsiderados também. Foi necessário buscar outro personagem. É aí que entra a figura do Tiradentes. Ideal por motivos geográficos (pois Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, eram províncias de grande importância para o país nesse período) e de identificação coletiva. Em um país de maioria católica, Tiradentes iria converter-se no Cristo brasileiro. Vejamos:</p>
<p style="text-align: justify;">Joaquim José da Silva Xavier (12 de novembro de 1746 – 21 de abril de 1792) foi um mineiro que teria encabeçado a revolta conhecida como Inconfidência Mineira. A figura de Tiradentes já era conhecida pelos mineiros, bem como em algumas regiões fluminenses e paulistas devido ao grande abalo causado na sociedade por sua execução. Justamente na região fluminense estava instalada a corte portuguesa e posteriormente a corte imperial (1822). A discussão sobre Tiradentes trazia incômodos à elite imperial, uma vez que Pedro I e Pedro II eram – respectivamente – neto e bisneto da Rainha Maria I, a mandante da execução do inconfidente. O Brasil adotara o regime monárquico e os inconfidentes teriam pregado o regime republicano. Logo, Tiradentes não poderia ser visto como heroi durante o período imperial (embora monarquistas tivessem colocado Pedro I como o homem que teria concretizado o sonho de Tiradentes de um país liberto).</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira referência a Tiradentes veio de um estrangeiro. Baseado na sentença de Tiradentes, Robert Southey faz uma análise neutra da revolta.</p>
<p style="text-align: justify;">Ribeyroles (um parisiense radical – e republicano – que fora deportado para o Brasil) em seu livro <em>“Brasil pitoresco”</em> (1859) mostra um Tiradentes-herói.</p>
<p style="text-align: justify;">Norberto (que era monarquista) publicara a obra <em>“História da Conjuração Mineira”</em> colocando Tiradentes como figura secundária. Baseada nos Autos da Devassa – encontrados nos arquivos da Secretaria do Estado do império, Memória – de um autor anônimo – e o depoimento do Padre Penaforte – que havia confessado Tiradentes antes da execução.</p>
<p style="text-align: justify;">Castro Alves conferiria à Tiradentes em 1867 na sua obra <em>“Gonzaga ou a Revolução de Minas”</em> certa idealização. Tiradentes é então comparado com Cristo. Desse modo, aos poucos uma figura mais ou menos pública (mas branca) ia recebendo características (e cores).</p>
<p style="text-align: justify;">Apelar para a religiosidade do povo foi um grande trunfo dos republicanos. Tiradentes iria assumir as feições de Cristo. A Coroa Portuguesa seria o Rei Herodes. O Rio de Janeiro convertera-se em Jerusalém e a Forca em Cruz. O delator Joaquim Silvério dos Reis encarnava o traidor Judas. Semelhanças estas aproveitadas e melhoradas pelos construtores da imagem de Tiradentes. Assumindo essa mitificação tornaria possível uma identificação coletiva a todos os brasileiros (que eram em sua maioria católicos).</p>
<p style="text-align: justify;">Tiradentes assumiu o papel de heroi cívico-religioso ao invés de heroi republicano radical (como era o caso de Frei Caneca) e o não acontecimento da revolta foi essencial para que isto ocorresse. Tiradentes havia sido martirizado assim como Cristo. O pretendido heroi republicano foi ampliado para heroi nacional tão grande foi o êxito dos republicanos em produzirem tal heroi.</p>
<p style="text-align: justify;">A construção da representação visual também teve de ser imaginada, uma vez que Tiradentes nunca fora retratado (e ela se aproximou também da de Cristo, que por sua vez também havia sido inventada pelos europeus medievais). Elaborados já no período republicano, tais representações carregavam conteúdos políticos do novo regime e gostaríamos de deixar como um exercício de reflexão: visualizem alguns dos mais famosos retratos de Tiradentes e se perguntem quais as informações (ou ideais) que eles procuram repassar.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Fonte: A Formação das Almas – O imaginário da República no Brasil, José Murilo de Carvalho.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Samuel José Cassiano,</p>
<p style="text-align: justify;">Marcelle F. de A. Andrade,</p>
<p style="text-align: justify;">Acadêmicos do curso de História, Universidade Federal da Integração Latino Americana-UNILA</p>
<p><em><br />
</em></p>
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		<title>Maria Antonieta</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 19:20:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>causaimperial</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PARIS, 16 de Outubro de 1793. Silenciosa, a multidão aglomerava-se em frente à Conciergerie, local onde se encontrava encarcerada a Rainha Maria Antonieta. Os minutos pareciam longos. De súbito, ouviu-se a voz estridente de um oficial ordenando a abertura das grades de ferro da prisão. Todas as cabeças, todos os olhares então se voltaram para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_357"><a href="http://nobreza.org/wp-content/uploads/2011/05/Marie_Antoinette_being_taken_to_her_Execution_1794.jpg"><img class="alignleft" title="Marie_Antoinette_being_taken_to_her_Execution,_1794" src="http://nobreza.org/wp-content/uploads/2011/05/Marie_Antoinette_being_taken_to_her_Execution_1794-300x229.jpg" alt="" width="300" height="229" /></a></div>
<p style="text-align: justify;">P<strong>ARIS,</strong> 16 de Outubro de 1793. Silenciosa, a multidão  aglomerava-se em frente à Conciergerie, local onde se encontrava  encarcerada a Rainha Maria Antonieta. Os minutos pareciam longos. De  súbito, ouviu-se a voz estridente de um oficial ordenando a abertura das  grades de ferro da prisão. Todas as cabeças, todos os olhares então se  voltaram para a carroça que conduziria ao patíbulo a soberana de França,  que se tornara o alvo primordial das campanhas mais virulentas,  articuladas pelos antros diretivos da Revolução Francesa.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“Durante este último passeio –– escreve Jean Chalon –– que segue o  itinerário de seus triunfos esquecidos, ela não é mais uma rainha  decaída: ela é a Rainha, a Solitária, a Única, a Rainha da infelicidade e  da desolação. Já não pertence a este mundo e a seu nada. Entra na  legenda, na qual para sempre, resplandecerá…” (1)</p>
<h2 style="text-align: justify;">No infortúnio, nobreza e dignidade</h2>
<p style="text-align: justify;">Trinta mil soldados formavam um longo corredor de baionetas e canhões  por onde passaria o lúgubre cortejo até a guilhotina. Vestida de  branco, sentada no duro banco de madeira e com as mãos atadas às costas  como vil criminosa, nem por isso Maria Antonieta perdeu a majestade. Até  mesmo os revolucionários, como o célebre pintor David, ao lhe desenhar o  perfil pouco antes de sua execução, não puderam impedir que a  compostura e a dignidade da filha de Maria Teresa refulgisse naquele  instante de suprema provação.</p>
<p style="text-align: justify;">O desenho, feito nessa ocasião, revela uma fisionomia marcada pela  dor, mas de uma resolução inquebrantável: olhos recolhidos, lábios  serrados, postura eximiamente ereta, sem relaxamento, como se estivesse  sentada numa poltrona do palácio de Versalhes.</p>
<div id="attachment_363" style="text-align: justify;"><a href="http://nobreza.org/wp-content/uploads/2011/05/Marie_Antoinette_Execution.jpg"><img class="alignright" title="Marie_Antoinette_Execution" src="http://nobreza.org/wp-content/uploads/2011/05/Marie_Antoinette_Execution-300x189.jpg" alt="" width="300" height="189" /></a></div>
<p style="text-align: justify;">Foi nessa ocasião que manifestou também a virtude da altivez cristã,  quando retrucou ao padre juramentado –– a quem recusara confessar-se ––  que a aconselhara a “se armar de coragem”: “Coragem, ah! Senhor, há  diversos anos dedico-me à aprendizagem dela, não será no momento em que  meus males vão terminar que me verão sentir falta da mesma”.(2)</p>
<p style="text-align: justify;">Era meio dia quando a carreta que transportava a viúva de Luiz XVI  chegou à praça da Revolução, o mesmo local onde seu marido fora  executado, em 21 de janeiro de 1793.</p>
<p style="text-align: justify;">“Maria Antonieta não tinha senão alguns instantes de vida. Ela  receberá a morte como uma irmã bem amada em direção da qual se  precipitou com leveza e prontidão. Na pressa, pisou sobre os pés do  carrasco.</p>
<p style="text-align: justify;">–– Senhor, peço-vos perdão, disse ela.</p>
<div id="attachment_359" style="text-align: justify;"><a href="http://nobreza.org/wp-content/uploads/2011/05/Ex%C3%A9cution_de_Marie_Antoinette_le_16_octobre_1793.jpg"><img class="alignleft" title="Exécution_de_Marie_Antoinette_le_16_octobre_1793" src="http://nobreza.org/wp-content/uploads/2011/05/Ex%C3%A9cution_de_Marie_Antoinette_le_16_octobre_1793-300x280.jpg" alt="" width="300" height="280" /></a></p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Perdão, será a última palavra que sairá de seus lábios… “Viva a  República! gritou a multidão: era Sanson, o carrasco, que mostrava ao  povo a cabeça de Maria Antonieta, enquanto embaixo da guilhotina o  policial Mingauet embebia seu lenço no sangue da mártir”.(4)</p>
<h2 style="text-align: justify;">Memória indelével</h2>
<p style="text-align: justify;">Assassinada quinze dias antes de completar seus 38 anos, Maria  Antonieta no entanto continua viva na memória e no coração dos  franceses.</p>
<p style="text-align: justify;">Por ocasião do bicentenário da queda da Bastilha, em 1989, um canal  de TV parisiense promoveu a representação do julgamento da rainha, tal  qual descrevem os documentos históricos.</p>
<p style="text-align: justify;">No final do programa, irradiado para toda a França, os  telespectadores foram convidados a proferir a sentença. Ao contrário da  Convenção revolucionária, que condenara à morte Luiz XVI e Maria  Antonieta, 78% dos assistentes absolveram a rainha-mártir.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos lances mais pungentes desse processo espúrio deu-se quando o  promotor, Fouquier-Tinville, a acusou de ato incestuoso com seu filho.  Diante de tamanha afronta, Maria Antonieta calou-se. Intimada a explicar  seu silêncio, respondeu: “Calei-me porque a natureza se nega a  responder semelhante calúnia feita contra uma mãe. Por isso, apelo a  todas as mães aqui presentes…”(5)</p>
<p style="text-align: justify;">Esta resposta comoveu até as viragos revolucionárias presentes no  tribunal da Convenção, a ponto de provocar uma prolongada salva de  palmas.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Parábola da História</h2>
<p style="text-align: justify;">Há certos crimes que, pela vítima atingida ou por serem carregados de  simbolismo, ultrapassam o tempo e o cenário onde foram cometidos. Sem  nenhuma proporção com os demais, encontra-se, no primeiro caso, o  deicídio, a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Crime nefando  que dividiu a História em duas partes. No segundo caso, bem se poderia  evocar a decapitação de Maria Antonieta.</p>
<div id="attachment_370" style="text-align: justify;"><a href="http://nobreza.org/wp-content/uploads/2011/05/Marie_Antoinette_Young3.jpg"><img class="alignleft" title="Marie_Antoinette_Young3" src="http://nobreza.org/wp-content/uploads/2011/05/Marie_Antoinette_Young3-210x300.jpg" alt="" width="210" height="300" /></a></p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Como nenhuma outra rainha, ela encarnou os valores do Antigo Regime  execrados pela Revolução de 1789: “Son port de tête –– relata a baronesa  d’Oberkirch –– la majesté de sa taille, l’élégance et la grâce de sa  personne, …. tout en elle respirait la grandeur de sa race, la douceur  et la noblesse de son âme; elle appelait tous les coeurs”. (Sua  impostação de cabeça, a majestade de seu porte, a elegância e a graça de  sua pessoa, tudo nela respirava a grandeza de sua raça, a doçura e a  nobreza de sua alma; ela atraía todos os corações).(6)</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, tornando-se uma expressiva representação da condição  aristocrática, ela foi a vítima por excelência da Revolução vítima  simbólica do que a fúria do tufão de 1789 engendrou de mais infame.</p>
<p style="text-align: justify;">Confessou-o expressamente o repugnante Mirabeau –– nobre, traidor de  sua classe social e transformado em tribuno da populaça –– já durante o  desfile comemorativo da abertura dos Estados Gerais, em 5 de maio de  1789: ao ver a rainha desfilar, lançou a palavra-de-ordem para os  revolucionários que o seguiam: “Voilà la victime!” (eis aí a vítima!).</p>
<p style="text-align: justify;">Vítima de uma poderosa e bem orquestrada máquina de difamação e de  calúnias, Maria Antonieta chegou ao pé do cadafalso com a consciência  tranqüila de ter cumprido seus deveres de rainha e de mãe. Por isso, na  manhã do dia de sua execução, pôde escrever em sua carta-testamento,  dirigida a Madame Elisabeht, irmã de Luiz XVI: “Estou calma como se é  quando a consciência nada acusa… Morro na religião católica, apostólica e  romana, na de meus pais, na qual fui criada e a qual sempre professei…  Peço sinceramente perdão a Deus de todas as faltas que posso ter  cometido desde que existo. Espero que em sua bondade Ele quererá receber  meus últimos desejos, assim como os que faço há muito tempo para que  queira receber minha alma em sua misericórdia e sua bondade… Perdôo a  todos meus inimigos o mal que me fizeram”.(7)</p>
<h2 style="text-align: justify;">Entre o sonho e o pesadelo</h2>
<p style="text-align: justify;">A vida de Maria Antonieta Josefina Joana de Lorena d’Áustria começou  como um sonho num palácio em Viena, e terminou como um pesadelo numa  prisão de Paris. Os sinos que festejaram seu nascimento, a 2 de novembro  de 1755, não tocaram em luto pela sua morte, pois todas as igrejas da  França, durante o Terror de 1793, foram fechadas pelos revolucionários.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre o sonho e o pesadelo, transcorreram dias gloriosos como de um  conto de fadas, e lúgubres como a invasão das Tulherias e a queda da  Monarquia (1792), que prenunciaram uma catástrofe sem nome para toda a  Europa.</p>
<p style="text-align: justify;">Poucos historiadores conseguiram sintetizar em poucas linhas um juízo  tão profundo sobre Maria Antonieta quanto o Prof. Plinio Corrêa de  Oliveira: “Há certas almas que só são grandes quando sobre elas sopram  as rajadas do infortúnio. Maria Antonieta, que foi fútil como princesa e  imperdoavelmente leviana na sua vida de rainha, perante o vagalhão de  sangue e miséria que inundou a França, transformou-se de modo  surpreendente. O historiador verifica assim, tomado de respeito, que da  rainha surgiu uma mártir, da boneca uma heroína!”.(8)</p>
<div id="attachment_361" style="text-align: justify;"><a href="http://nobreza.org/wp-content/uploads/2011/05/450px-Basilica_di_saint_Denis_tomba_maria_antonietta.jpg"><img title="450px-Basilica_di_saint_Denis_tomba_maria_antonietta" src="http://nobreza.org/wp-content/uploads/2011/05/450px-Basilica_di_saint_Denis_tomba_maria_antonietta-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Monumento a Maria Antonieta na Basilica de Sao Dinis em Paris. Foto de Sailko</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>FONTE: SITE NOBREZA.ORG</strong></p>
</div>
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		<title>Parte dos britânicos quer que Elizabeth 2ª ceda trono a William e Kate</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Apr 2011 14:32:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luan Machado</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Monarquia britanica]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2011/04/duque-de-edimburgo-rainha-elizabeth-2-e-o-principe-william-no-braemar-royal-highland-gathering-em-braemar-escocia-392005-1302442531515_560x400.jpg"><img class="size-full wp-image-615 alignleft" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2011/04/duque-de-edimburgo-rainha-elizabeth-2-e-o-principe-william-no-braemar-royal-highland-gathering-em-braemar-escocia-392005-1302442531515_560x400.jpg" alt="" width="425" height="303" /></a>Londres, 10 abr (EFE) &#8211; Um terço dos britânicos gostaria que a rainha Elizabeth 2ª abdicasse no prazo de dois anos do trono e passasse ao seu neto William, segundo na linha de sucessão, e a Kate Middleton, noivos que vão se casar em 29 de abril, como indica uma pesquisa publicada neste domingo.</p>
<p>A pesquisa, feita por Panelbase para &#8220;The Sunday Times&#8221; com 2 mil adultos entre terça-feira e quinta-feira da semana passada, indica que 59% dos entrevistados preferem William como sucessor da soberana, ao invés de seu pais, o príncipe Charles, primogênito da rainha e herdeiro ao trono.</p>
<p>Esta pesquisa, que, conforme os analistas, reflete o fervor popular pelo casal às vésperas de seu casamento &#8211; o efeito &#8220;conto de fadas&#8221; -, difere de outra publicada neste mês pela revista política &#8220;Prospect&#8221;.A enquete da &#8220;Prospect&#8221; mostrava uma mudança de atitude histórica ao mostrar a preferência da maioria dos britânicos por Charles na frente de seu filho, supostamente, segundo os analistas, para que William tivesse tempo de desfrutar de seu casamento antes de assumir essa responsabilidade.</p>
<p>Em relação ao esperado casamento, &#8220;The Sunday Times&#8221; publica neste domingo que os embaixadores de &#8220;estados&#8221; como Coreia do Norte, Irã e Zimbábue foram convidados à cerimônia, apesar do convite enviado ao líbio, Muammar Kadafi, foi retirado no último momento.</p>
<p>Os diplomatas integram a lista de 200 convidados do Governo britânico, incluindo os 1,9 mil que assistirão à cerimônia religiosa na abadia de Westminster, no centro de Londres.</p>
<p>Cerca de 650 pessoas irão depois a uma recepção com música e canapés no palácio de Buckingham, das quais 50 foram convidadas pela rainha, 250 pelo príncipe Charles e a duquesa da Cornualha e uma centena pela família Middleton, segundo o periódico.</p>
<p>Só 300 pessoas estão convidadas para o jantar que será oferecido posteriormente pelo príncipe Charles, preparado, conforme o periódico, pelo chef suíço Anton Mosimann, e a participarem da festa que se desenvolverá em um dos salões.</p>
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		<title>Curitiba</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 18:31:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rauly</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para comemorar os 318 anos da Vila de Nossa Senhora da Luz e Senhor Bom Jesus dos Pinhais dos campos de Curitiba, reproduzo um post meu publicado no blog tetamauara.blogspot.com. Feliz Aniversário Curitiba! Curitiba. Capital ecológica, cidade sorriso, terra de Nossa Senhora da luz, ou simplesmente Curitiba, é a capital do estado do Paraná, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para comemorar os 318 anos da Vila de Nossa Senhora da Luz e Senhor Bom Jesus dos Pinhais dos campos de Curitiba, reproduzo um post meu publicado no blog tetamauara.blogspot.com. Feliz Aniversário Curitiba!</p>
<p>Curitiba. Capital ecológica, cidade sorriso, terra de Nossa Senhora da luz, ou simplesmente Curitiba, é a capital do estado do Paraná, e também a maior cidade, com 1.746.896 habitantes em 2010[1]. Elevada a vila em 29 de março de 1693, tornou-se a capital da província recém criada em 19 de dezembro de 1853[2]. Palco de inúmeras páginas importantes da história do Brasil, a capital tingüi contém uma história muito rica, ligada diretamente à evolução econômica do Brasil.</p>
<p>Fundada como uma pequena vila bandeirante, Curitiba logo cresceu devido ao comércio de gado, vindo do Rio Grande do Sul, para Minas Gerais[3]. É lembrança dessa época o bebedouro do Largo da Ordem de São Francisco, assim como o portão que deu origem ao bairro do Portão. Ao entrar pelo sul da cidade, passavam os tropeiros por um portão. Ali se fixaram alguns moradores, que diziam morar próximo ao portão e próximo à rua do portão[4][5][6].</p>
<p>Antes da colonização dos portugueses e paulistas, habitavam na região dos campos de Curitiba os índios tingüis, responsáveis por indicar aos colonizadores a direção para onde estaria olhando a Virgem Candelária[7]. Eram índios da família tupi-guarani, habitando a zona de transição entre a cultura mais tupi, e a cultura guarani[8]. Foram, à época da fundação da cidade, liderados pelo tuxaua Tindiqüera, o qual, a pedido dos primeiros colonizadores, indicou onde ficariam voltados os olhos de Nossa Senhora da Candelária[9].</p>
<p>Os primeiros colonizadores subiram a serra atrás de ouro, que acreditavam haver nos rios da região[10]. O primeiro povoamento criado no atual município de Curitiba fica no atual bairro do Atuba, no parque conhecido como parque municipal histórico do Atuba. De lá, migraram para a região da atual praça Tiradentes, atrás do ponto de visão de Nossa Senhora da luz[11]. Após a mudança, Curitiba foi parte de Paranaguá, até o dia 29 de março de 1693, dia em que foi elevada a vila, e portanto ganhando autonomia. A partir dessa data, a cidade só fez crescer, e hoje, é a maior cidade do sul do país, e importante centro cultural e de negócios.</p>
<p>O nome da capital, aspirações poéticas à parte, signfica pinhal. Temos <strong>Kury</strong>, do tupi clássico &#8216;pinhão&#8217; e o sufixo de ajuntamento, <strong>-tyba</strong>, existente em outras composições, como <em>Ubatuba</em>, <em>Karaguatatuba</em>, <em>Itakuakisétuba</em>, <em>Abaetétuba</em>,<em>Aricanduva</em>. Em guarani, <strong>kuri </strong>é &#8216;<em>pina, araucaria</em>&#8216; [12][13]. O nome original, em tupi clássico seria, portanto, &#8216;<em><strong>Kurytyba</strong></em>&#8216;, ou pinhal. Mas não só de araucárias vive a história da capital. Temos alguns termos interessantes para abordar:<strong>atuba</strong>, <strong>tingüi</strong> e <strong>tindiqüera</strong>.</p>
<p><strong>Atuba</strong>, o bairro em que foram feitas as primeiras habitações de paulistas e portugueses nos campos da capital, tem seu nome oriundo do rio que corta a região, e que mais tarde, ao encontrar o rio <strong>Iraí</strong>, forma o <strong>Iguasu</strong>. O nome <strong>atuba</strong>vem das palavras <em>&#8216;</em><strong>yba</strong>&#8216;, fruta, e <strong>&#8216;tyba</strong>&#8216;, ajuntamento,  significando ajuntamento de frutas, pomar.</p>
<p>O nome dos índios que habitavam a região é registrado <em>tingüi</em>. Para esse nome, apresenta-nos Romário Martins a hipótese de ser &#8216;<em>nariz fino</em>&#8216;. Seria composto de &#8216;<em>Ti</em>&#8216;, nariz, e &#8216;<em>kui</em>&#8216;, fino. Tal hipótese, a princípio não se confirma, posto que os registros para fino dão <em>&#8216;po´i&#8217;</em>, com <em>&#8216;pui&#8217;</em> em tupi moderno e <em>&#8216;syi&#8217;</em> em guarani. Mas, devido à fonologia das três palavras, que são ditongos crescentes, assim como o <em>&#8216;-güi&#8217;</em>, e nas três versões a vogal final é<em> &#8216;-i&#8217;</em> e o trio <em>&#8216;o/u/y&#8217;</em> estar presente, podemos conjeturar que haja realmente essa possibilidade[14][15][16][17]. A palavra que se encontra nessa forma seria <em>&#8216;kui&#8217;</em>, que difere da palavra farinha pela oclusiva glotal: <em>&#8216;kuî&#8217;</em> e<em> &#8216;ku´i&#8217;</em>. Seria, possivelmente, uma variação dialetal própria da região, ou uma corruptela da palavra tupi <em>&#8216;po´i&#8217;</em>. A ordem da evolução da palavra, seria, portanto, da seguinte forma: num primero estágio não haveria nazalisação da palavra <em>&#8216;po´in&#8217;</em>, pois esta já é nasal. Devido, porém, ao fenônemo de desnazalisação das vogais finais, do tupi para o português, esse som nasal se teria perdido, o que permitiria num segundo estágio que a palavra &#8216;<em>po´i&#8217;</em> se torna-se <em>&#8216;mbo´i&#8217;</em>. O próximo passo da adaptação da palavra seria a perda da oclusiva glotal, que é outro fenômeno que se observa na passagem do tupi para o português. Teriamos então<em> &#8216;temboi&#8217;</em>. Como acontece em nhe´engatu, e em português também, o enfraquecimento da vogal <em>&#8216;-o&#8217; </em>para <em>&#8216;-u&#8217;</em>. Dai, o próximo passo seria a perda da bilabial nasal<em> &#8216;mb&#8217;</em>. Derivaria então <em>&#8216;Timbui&#8217;</em>. De <em>&#8216;timbui&#8217;</em>para <em>tingui </em>seria questão de uma troca de consoante, semelhante à proposta por Tupiniquim Ramos para<em> &#8216;Paranavaí&#8217;</em>. Para ele, &#8216;<em>Paranavai&#8217; </em>seria oriundo de &#8216;<em>Paranãguay&#8217;</em>, que teria se tornado &#8216;<em>Paranavai&#8217;</em>. Como caso isolado seria possível, que &#8216;<em>mb&#8217;</em> se tornase<em> &#8216;ng&#8217;</em>. Como referência, pode-se considerar a dupla<em>kw/p</em> em línguas indo-eruopéias[18][19][20][21][22]. Teriamos a seguinte linha:</p>
<p><strong><em>Timpo´i &gt; Timbo´i &gt; Timboi &gt; Timbui &gt; Tingui</em></strong></p>
<p>Outra possibilidade seria a de que o nome fosse &#8216;farinha de nariz&#8217;, de &#8216;Tim&#8217;, nariz e &#8216;ku´i&#8217; farinha. O nome do tuxaua, &#8216;Tindiqüera&#8217;, é, possivelmente, reflexo moderno da contaminação do som de &#8216;ti&#8217;. Essa sílaba teria contaminado o -&#8217;güi&#8217;do tingui e feito-lhe em -&#8217;di&#8217;. A interpretação dada por Romário Martins é a de que Tindiqüera seria &#8216;buraco de tingui&#8217;. Para que isso seja verdadeiro, haveria de, além da contaminação já citada, haver uma mudança vocálica, de &#8216;kûara&#8217;para &#8216;kûera&#8217;. Uma prova de que pode ter havido a contaminação, é a existência de bairros na grande  Curitiba com o nome &#8216;tingüiqüera&#8217;, como o antigo nome do municipio de Araucária[23][24].</p>
<p><a href="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2011/03/curitiba.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-603" title="curitiba" src="http://www.causaimperial.org.br/wp-content/uploads/2011/03/curitiba-300x206.jpg" alt="" width="300" height="206" /></a></p>
<p>1-<a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/tabelas_pdf/total_populacao_parana.pdf">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/tabelas_pdf/total_populacao_parana.pdf</a><br />
Acessado dia 14 de março de 2011 às 12:12<br />
2-<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Curitiba">http://pt.wikipedia.org/wiki/Curitiba</a><br />
Acessado dia 14 de março de 2011 às 12:15<br />
3-Idem<br />
4-Fenianos, Eduardo. Portão &#8211; Fazendinha &#8211; Novo Mundo &#8211; Pode entrar<br />
Univercidade, 19995-Idem<br />
6-Ibidem<br />
7-<a href="http://ocatolicismo.wordpress.com/2008/01/18/nossa-senhora-da-luz-padroeira-de-curitiba/">http://ocatolicismo.wordpress.com/2008/01/18/nossa-senhora-da-luz-padroeira-de-curitiba/</a><br />
Acessado dia 14 de março de 2011 às 13:00<br />
8-<a href="http://tetamauara.blogspot.com/2010/12/paranagua.html">http://tetamauara.blogspot.com/2010/12/paranagua.html</a> 0<br />
Acessado dia 14 de março de 2011 às 13:00<br />
9-Idem ao 7<br />
10-Idem ao 2<br />
11-Idem ao 7<br />
12-Navarro, Eduardo de Almeida. Método Moderno de Tupi Antigo<br />
Petrópolis, Vozes, 199813-Acosta, Feliciano; Canese, Natalia Krivoshen de.</p>
<div>Diccionario Guaraní Español Español Guarani.<br />
Assunção. Instituto Superior de Línguas, UNA. 2006</div>
<p>14- <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tinguis">http://pt.wikipedia.org/wiki/Tinguis</a><br />
Acessado dia 14 de março de 2011 às 13:30<br />
15-<a href="http://www.indios.info/">http://www.indios.info/</a> disponível na sessão Abanheenga do sul.<br />
Acesso dia 14 de março de 2011 às 14:00<br />
16-Stradelli, Ernano. Vocabularios da lingua geral portuguez-nheêngatú e nheêngatú-portuguez, precedidos de um esboço de Grammatica nheênga-umbuê-sáua mirî e seguidos de contos em lingua geral nheêngatú poranduua. <em>Revista do Instituto Historico e Geographico Brasileiro</em>, Tomo 104, Volume 158, p. 9-768. 1929<br />
17-idem ao 13<br />
18-<a href="http://tetamauara.blogspot.com/2010/10/origem-do-nome-guaira-das-seis-bacias.html">http://tetamauara.blogspot.com/2010/10/origem-do-nome-guaira-das-seis-bacias.html</a><br />
Acessado dia 14 de março de 2011 às 15:00<br />
19-Idem<br />
20-Esse é um fenômeno comum tanto em nhe´engatu quanto em português. O enfraquecimento das vogais &#8216;e&#8217; e &#8216;o&#8217; faz com que, em português, existam anedotas como a de Carla Peréz, que afirmou que escola se escreveria &#8216;iscola&#8217;. Em nhe´engatu temos como exemplo, o verbo iku &gt; Ikó Nhi´ingatu &gt; Nhe´engatu.<br />
21-Ramos, RIcardo Tupiniquim. Toponímia Paranaense de origem tupi.<br />
Cadernos do CNLF, Série V, n<sup>o.</sup>08 _A Filologia Ontem e Hoje. 2001<br />
22-Pode-se citar por exemplo, a relação entre o latim e o grego, em que equos = hippos, quinque = penta etc.<br />
23-idem ao 15<br />
24-<a href="http://www.cmc.pr.gov.br/aconteceu.php?aco=413">http://www.cmc.pr.gov.br/aconteceu.php?aco=413</a><br />
Acessado dia 14 de março de 2011 às 15:00</p>
<p>Fonte: tetamauara.blogspot.com</p>
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